sábado, 10 de setembro de 2011

Em Salvador, 96,5% acreditam em Deus ou numa força superior, revela pesquisa:


Os que defendem a adoração a Deus são 95%. Apenas 4,2% rejeitam essa adoração, e os que não responderam ou não sabem ficam em 0,8%


Tenha fé em Deus! A expressão, muito comum no cotidiano dos soteropolitanos, dá bem a dimensão de nossa religiosidade. A pesquisa CORREIO/Futura sobre práticas religiosas apontou 96,5% de baianos convictos da existência de Deus, ou de uma força superior, considerando todas as 16 regiões e bairros pesquisados.


Os que defendem a adoração a Deus são 95%. Apenas 4,2% rejeitam essa adoração, e os que não responderam ou não sabem ficam em 0,8%. Entre os bairros, Cajazeiras e Brotas chegam a 100% de adesão à ideia de louvar a Deus ou a uma força superior; logo a seguir vêm os bairros de Pirajá (98,2%) e da Liberdade (98%); no outro extremo, na Barra, 15% rejeitam a adoração a Deus. Em Itapuã, as respostas ‘não’ à pergunta ‘Você acredita que Deus deve ser adorado?’ ficaram em 12,5%.




Maior número

O grau de importância de Deus na vida dos soteropolitanos destaca um percentual favorável às religiões: a soma de Muito Importante (49,1%), Fundamental (28,6%) e Importante (19,1%) totaliza 96,8%. Apenas 2,6% consideraram Pouco Importante; e Sem Importância, 0,4%. Somados a ‘não respondeu’, estes itens totalizam 3% de descrentes.

Entre as religiões com mais fiéis, destaca-se a católica, com 45,9%, seguida do agrupamento evangélico, com 23,2% para todas as religiões desse segmento, distribuído entre batistas, presbiterianos, adventistas, Assembleia de Deus, Deus é Amor, Universal do Reino de Deus e Internacional das Graças de Deus.



Classes sociais

A soma de católicos e evangélicos juntos chega a 79,1%, o que permite imaginar um clássico das religiões entre esses dois agrupamentos majoritários. Espiritismo, 5%; candomblé, 2,7%; e budismo, com simbólicos 0,3%, estão muito distantes das duas primeiras. 

Chama a atenção, no entanto, o alto índice de pessoas que se declaram sem religião, 16,3%, ainda que acreditem num Deus ou numa força superior.
Em relação à escolaridade, a maior concentração de católicos é no ensino fundamental, com 57,4%. Os evangélicos registram sua maioria no ensino médio, com 25,3%. É nessa faixa que se observa a menor diferença para os católicos, que têm 40,8%. 

Já as classes sociais A/B contam 50% de católicos contra 10,6% de evangélicos. Nas D/E, a vantagem dos católicos é 46,9% contra 24,2%. Na classe C, 43% dos entrevistados se declararam católicos e 25,4%, evangélicos.

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Milagres

Os católicos ficam bem abaixo dos evangélicos quando o assunto é participar dos cultos. Enquanto 16,7% dos católicos frequentam, 48,2% dos evangélicos vão aos encontros. Mesmo os espíritas, que contam 5% do total de religiosos em Salvador, superam os católicos em participação, com 23,3% nos cultos.

Na Salvador de Irmã Dulce, reconhecida como beata pelo Vaticano em maio, o percentual de pessoas que acreditam em milagres chega a 80,5%. A maioria dos soteropolitanos, com 52,7%, crê no destino, ou seja, Deus tem tudo planejado para as nossas vidas. O grupo de quem prefere o livre-arbítrio, a capacidade de a pessoa tomar suas próprias decisões, corresponde a 40,9%.


Fonte: Correio

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