sábado, 17 de outubro de 2015

Riachão: Jacuipense encontrado morto em São Paulo é sepultado na cidade sob olhares incrédulos e desconfiados

O corpo de Reginaldo foi velado na capelinha de cemitério
O corpo de Reginaldo Silva de Santana, que era também conhecido por Rege de Valdinho, foi sepultado por volta das 16h desta sexta-feira (16), no cemitério de Riachão do Jacuipe, com a presença de familiares e amigos. 

Rege de Valdinho foi encontrado morto com um tiro na cabeça na última quarta-feira (14), na Fazenda São Francisco, próxima à Usina Bela Vista, onde ele trabalhava como motorista. A usina fica na cidade de Pontal, localizada na região norte do estado de São Paulo.
 
Rege era natural do Povoado do Salgado, em Riachão do Jacuipe, mas estava em São Paulo há muitos anos, para onde foi trabalhar no corte de cana, mas lá conseguiu crescer, tornando-se motorista da Usina Bela Vista e estava com a vida bem estruturada. Ele vivia com uma mulher, também natural da região do Salgado, com quem tinha três filhos.

Contudo, na última quarta-feira, a tragédia mudaria completamente a vida de Reginaldo. Encontrado morto e identificado pela Policia Civil de Pontal, o corpo foi levado para o IML da cidade de Ribeirão Preto. Na quinta-feira, por volta das 21h, foi transladado para a Bahia, chegando ao Aeroporto Luis Eduardo Magalhaes, em Salvador, na manhã desta sexta-feira.

Sepultamento com choro, gritos e desmaio
Em uma ambulância, o corpo de Rege de Valdinho foi trazido para Riachão do Jacuipe, aonde chegou por volta das 14h40. Após um rápido velório no cemitério da cidade, com cânticos religiosos e orações, o corpo do motorista foi sepultado pouco mais das 16h.

Apesar do sol quente, foram notadas as presenças de muitas pessoas, notadamente de familiares, tanto da família de Rege quanto de sua esposa, além de amigos e moradores das regiões do Salgado, Ponto Novo, Baixa Nova e Baliza.

Inconformados e incrédulos com a tragédia – que ainda está cercada de mistérios – foi comum ver lágrimas escorrerem nos rostos e ouvir lamentações dos parentes mais próximos, principalmente de suas irmãs e das tias. “Ele era uma pessoa muito boa, que só fazia o bem às pessoas, por isso eu não consigo entender o que estão dizendo que ele fez”, disse uma pessoa da família, sem acreditar na versão de suicido como causa da morte de Reginaldo.

Presente no sepultamento, a companheira de Reginaldo veio de São Paulo no carro de propriedade dele, um Eco Sport, que foi encontrado próximo ao seu corpo. Durante o sepultamento ela se mostrou forte, mas chegou a desmaiar quando o caixão estava prestes a ser levado para a sepultura.

Nossa reportagem tentou ouvir algumas pessoas da família e outras mais próximas, mas todas desconversavam e se negavam a falar sobre o assunto. “Eu não sei, não posso falar”, diziam, mas deixavam no ar uma impressão de palavra presa, de pensamento sufocado. 

Extraído do Interior Da Bahia

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