terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Pesquisadores de Ichu e Feira de Santana publicam estudo que alerta sobre os risco de óbito de pacientes portadores de comorbidades associados a COVID-19 no estado da Bahia

Ichuense Danrley (1º) faz parte da equipe de Pesquisadores que teve o estudo publicado em uma renomada revista da Universidade Federal do Paraná - UFPR
O ichuense Danrley Oliveira Carneiro, estudante de Biomedicina pela Faculdade Nobre de Feira de Santana – FAN, juntamente com os pesquisadores Erika Passos da Silva, Jersica Bastos Santos Oliveira, Isabela Brandão Peixoto, Rodolfo Macedo Cruz Pimenta e Walker Nonato Ferreira publicaram um estudo que alerta sobre os risco de óbito de pacientes portadores de comorbidades associados a COVID-19 no estado da Bahia.

O ichuense Danrley Oliveira Carneiro é estudante de Biomedicina pela Faculdade Nobre de Feira de Santana – FAN. (Foto: Arquivo Pessoal).
O estudo foi publicado na Biblioteca Digital de Periódicos (BDP) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), configurando-se como uma análise exploratória de dados utilizando informações coletados através do DATASUS (https://opendatasus.saude.gov.br/) pelo Banco de Dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave -incluindo dados da COVID-19 referentes a Vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e vigilância da Síndrome Respiratória Aguda. Por setratar de amostras públicas, descartou-se a necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa.

Foram avaliados 1.680 óbitos e 44.352 curas em pacientes confirmados para COVID-19 no estado da Bahia, notificados entre 12 de março de 2020 a 12 de julho de 2020. Os óbitos representaram aproximadamente 3,5% das notificações totais, tendo maior ocorrência na população sem comorbidades (≅52%; n= 871 óbitos). Quanto ao desfecho “cura” (≅96,5% das notificações totais) a maior ocorrência também se deu na população sem comorbidades pré-existentes, representando aproximadamente 89% das curas totais (n= 39.498).

A avaliação por comorbidade e por ausência de comorbidades possibilitou uma visualização da taxa de mortalidade e cura em cada grupo individualmente avaliado. A maior taxa de mortalidade foi encontrada no grupo de pacientes confirmados para COVID-19 e que apresentavam Doença Renal Crônica em estágio avançado (≅16%), e a menor taxa foi relata no grupo de pacientes confirmados para COVID-19 e que eram Gestantes (≅3%).

Além disso, a associação entre as condições médicas subjacentes permitiu a averiguação destas taxas nos pacientes com duas ou mais comorbidades;desta forma, a associação entre apenas duas condições médicas revelou maior taxa de mortalidade em pacientes com Doença Renal Crônica em estágio avançado e Doença Respiratória Crônica Descompensada (DRC + DReC), com uma mortalidade de 50%; e menor taxa empacientes com Diabetes Mellitus e Doenças Cardíacas Crônicas (DM + DCC), com uma mortalidade de aproximadamente 24%.

A associação entre três condições médicas indicou maior taxa de mortalidade nos pacientes com Doença Cardíaca Crônica, Doença Renal Crônica em estágio avançado e Doença Respiratória Crônica Descompensada (DCC + DRC + DReC), atingindo aproximadamente 83% dos casos neste grupo. A Tabela 1 ilustra os percentuais de mortalidade e cura supracitados.

CLIQUE AQUI E LEIA O ESTUDO NA ÍNTEGRA

Redação do AL NOTÍCIAS | Informações Danrley Oliveira e Biblioteca Digital de Periódicos (BDP) – UFPR

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