A pesquisa ‘Credibilidade das Mídias’ revelou que o rádio lidera o ranking de credibilidade no Brasil, com 81% de confiabilidade.
No dia 13 de fevereiro se comemora o Dia Mundial do Rádio, um veículo de comunicação que está em constante evolução, mas sem perder a essência de conectar as pessoas através da voz.
A pesquisa ‘Credibilidade das Mídias’, dirigida pela agência de inteligência de dados, Ponto Map, juntamente com a V-Tracker, revelou que o rádio lidera o ranking de credibilidade no Brasil, com 81% de confiabilidade.
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| Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Tanúrio Brito | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
Tanúrio Brito, também conhecido como TB, tem 49 anos de rádio e conta que começou trabalhando em Petrolina, Juazeiro e, depois, Feira de Santana.
“Acho que não poderia ter acontecido nada melhor para o rádio do que a gente sair do analógico, daquele tempo das válvulas, dos transistores — aquilo tudo que consolidou o AM. Eu tenho o maior carinho pelo AM, falo sempre isso, porque foi o AM que nos tornou conhecidos, foi o AM que nos trouxe até aqui. Então todas as homenagens para ele, mas as coisas evoluem.”
Hoje, na era digital, na era da internet, o rádio consegue alcançar ouvintes em todo o mundo, por meio do que, atualmente, é conhecido como streaming e web rádio.
“Nós somos ouvidos globalmente. Antigamente se media a audiência pela potência da rádio. A rádio tem 100 kW, ela vai bem à Pernambuco, ao Ceará, ao Nordeste todo e a alguns estados além fronteiras do Nordeste. Mas hoje, com esse advento da tecnologia, do streaming, da rádio ser uma emissora global, não mais local ou regional e nem nacional, a gente diz assim: “Bom dia! Boa tarde! E boa noite!”, porque tem continentes onde, de fato, ainda é de manhã, outros já de tarde, outros já à noite”, conta Tanúrio.
Acessibilidade e convergência das mídias
Um dos motivos deste veículo ter se tornado tão popular foi devido à acessibilidade. As pessoas também podem escutar por meio do celular, dispositivos eletrônicos, por meio do rádio do carro ou dos rádios tradicionais.
“O rádio deixou de depender apenas de um aparelho físico ali, um receptor, um radinho que a gente bota em cima da mesa e fica ali ouvindo. Ou então, como se dizia antigamente, numa radiola grande, que a rua toda ouve. […] Hoje, o rádio está no celular, o rádio está na mão das pessoas”, diz Tanúrio.
TB avalia que os comunicadores estão vivendo um momento privilegiado, mas que nada disso importa se o público não sentir credibilidade nem confiança na programação. “Você pode estar numa rádio pequena do ponto de vista tecnológico, mas se tem alguém lá, fazendo com altruísmo, com dignidade, obtendo credibilidade e confiabilidade do público, eu acho que ele está cumprindo o principal papel do rádio”, afirmou.
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| Sociedade News Fm Sociedade News Fm 102.1 | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
Para TB, o rádio é um mediador entre a voz do povo, as demandas do povo, e as autoridades governamentais.
“Eu ouvi uma frase do Papa, o então Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao Brasil, que guardei para sempre: “Sem comunicação, nada acontece. Sem comunicação, nada se realiza”, então o que é que o rádio faz? E por quê? Qual é o segredo? Qual é o mistério? Qual é o ingrediente que faz o rádio ser tão atual depois de 100 anos? É exatamente o fato de ser um veículo essencialmente de comunicação, de aproximar pessoas, de levar as reivindicações do público para as autoridades que potencialmente podem resolver os seus problemas.”
Instantaneidade da informação
O rádio acompanha a instantaneidade da informação, a programação pode mudar no momento em que um novo dado chega.
“A comunicação passou a se tornar instantânea. Você não tem mais nem ficha de telefone para conseguir uma ligação com outro estado. É tudo instantâneo. E o rádio acompanhou tudo isso, às vezes mais rapidamente do que a televisão, do que os outros veículos de comunicação. A gente sempre vai confirmar no telejornal do meio-dia ou da noite o que foi dito no programa do Dilton pela manhã. Então essa agilidade transformou completamente a maneira da gente se comunicar”, explica Tanúrio.
A Rede de Rádio de Comunicação (RRC) conta com um memorial de equipamentos que traduzem um pouco da história da comunicação feirense. Lá, é possível encontrar algumas relíquias, como antigas máquinas de escrever, vitrola, disco de vinil, rádios e gravadores.
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| Memorial do Rádio | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Gravador de rolo | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Vitrola | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Máquina de escrever | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Mesa de som da década de 60 | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
Os avanços tecnológicos, juntamente à inteligência artificial (IA), tornam-se uma ferramenta do trabalho humano, não uma substituição.
“A inteligência artificial é simplesmente uma ferramenta, não é uma voz humana, o rádio é a voz humana, é a voz humana falando com humanos, tratando com pessoas. […] A IA tem um lado muito perigoso. Então hoje, sinceramente, aqui eu não estou puxando brasa para a minha sardinha, mas eu também sou ouvinte de rádio e eu confio mais em determinados programas de rádio do que na inteligência artificial”, expõe TB.
Tanúrio Brito finaliza com a emblemática frase que carrega consigo e leva para a vida: “O rádio não atrapalha quem trabalha”.
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| Máquina de escrever | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Caixa de som | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Rádio da década 40 e 50 | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Amplificador | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Transmissor | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Disco de vinis | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |
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| Mesa de som ano 2026 | Foto: Bárbara Cardoso/ Acorda Cidade |




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