sexta-feira, 6 de março de 2026

Mulher chamada Maria da Penha é espancada até a morte em Santaluz; marido é suspeito

Ela deu entrada na unidade de saúde da cidade desacordada e com várias lesões pelo corpo, chegou a ser atendida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos
Uma mulher de 38 anos foi espancada até a morte na manhã desta quinta-feira (5), no bairro Açude Tapera, em Santaluz, na região sisaleira do estado. A vítima foi identificada como Maria da Penha da Silva Conceição. O principal suspeito do crime é o marido dela, identificado como Josenildo, conhecido pelo apelido de “Nudo”.

Conforme informações apuradas pelo repórter Reny Maia, a Polícia Militar foi acionada por volta das 10h15 após a mulher dar entrada na unidade de saúde da cidade desacordada e com várias lesões pelo corpo. Ela chegou a ser atendida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Vizinhos do casal relataram que ouviram gritos de socorro vindos da casa da vítima e perceberam que se tratava de agressões. Segundo os relatos, moradores ainda tentaram ajudar, mas não conseguiram impedir as agressões contra “Quila”, como Maria da Penha era conhecida.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha, onde deve passar por necropsia. O caso será investigado pela Polícia Civil, que busca localizar o suspeito.

O caso chama atenção pelo fato de a vítima ter o mesmo nome da legislação criada para proteger mulheres vítimas de violência doméstica.  

Lei Maria da Penha – A Lei Maria da Penha completa 20 anos em agosto deste ano. A lei leva o nome da cearense Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de abusos e de dupla tentativa de feminicídio cometida pelo próprio marido.

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação é considerada um marco no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil.  

Por meio da Lei nº 11.340/2006, as punições para agressores foram ampliadas e passaram a ser mais rigorosas. A norma também criou os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e alterou dispositivos do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal.

Entre os mecanismos previstos pela legislação está a medida protetiva de urgência, que pode ser solicitada pela vítima para impedir que o agressor se aproxime ou mantenha contato. O descumprimento da medida é considerado crime e pode levar à prisão do suspeito.

Fonte: Portal Cleriston Silva / PCS

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