Moisés Neri dos Santos realizava uma pregação religiosa dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) quando a situação ocorreu.
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| Pastor Moisés | Foto: Arquivo Pessoal |
De acordo com a Polícia Civil (PC), a 1ª Delegacia Territorial (DT) do município instaurou um inquérito na segunda-feira (20) após um jovem de 20 anos relatar que foi alvo de ofensas homofóbicas proferidas pelo suspeito de 55 anos, dentro da unidade de saúde.
O advogado do pastor, Armênio Seixas, informou ao g1 que Moisés realizava uma pregação religiosa dentro da unidade hospitalar quando a situação ocorreu. “Fomos acionados para comparecer ao hospital para acompanhar a situação de que o pastor tinha sido acusado da prática de uma conduta de homofobia contra um jovem que trabalha lá”.
Ainda conforme o advogado, ao chegar ao local, o funcionário já estava acompanhado da polícia, enquanto o pastor aguardava no posto policial da unidade. Os envolvidos foram até a delegacia do bairro Sobradinho para prestar esclarecimentos.
Na delegacia, a vítima, uma testemunha e o pastor foram ouvidos. Ainda de acordo com o advogado, durante o depoimento, o jovem relatou ter se sentido ofendido após o pastor supostamente afirmar que “a homossexualidade seria abominável aos olhos de Deus”.
O advogado afirmou ainda que o pastor nega a prática de qualquer crime e sustenta que não direcionou ofensas a nenhuma pessoa específica, mas, caso tenha feito alguma declaração, teria sido com base em ensinamentos bíblicos e de forma genérica.
Após serem ouvidos, todos os envolvidos foram liberados. “Agora vamos aguardar o decorrer dessa investigação e o encaminhamento para o Judiciário, para que possamos atuar também nessa esfera”, informou o advogado Armênio Seixas.
Conhecido nas redes sociais, o pastor já viralizou com pregações em espaços públicos e privados da cidade e acumula cerca de 234 mil seguidores. Ele também foi candidato a vereador de Feira de Santana (pelo partido Avante), em 2024, e a deputado estadual (pelo Patriota), em 2022, mas não foi eleito.
O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil, que realiza oitivas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Procurada pelo g1, a direção do Hospital Geral Clériston Andrade informou que tem conhecimento do caso, mas que, até o momento, não pretende se pronunciar.
Por g1 Feira de Santana e região

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