O novo Hospital contará com 110 leitos, sendo 10 destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de leitos psiquiátricos.
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| Foto: Ney Silva/Acorda Cidade |
O evento ocorreu no terreno onde será construído o empreendimento, localizado à Rua Professor Fernando São Paulo, bairro São João, e reuniu secretários de governo, vereadores e lideranças políticas, além de trabalhadores da área da saúde.
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| Foto: Ney Silva/Acorda Cidade |
“Foi tudo devidamente organizado, planejado. Foram um ano e dois meses, aproximadamente, de projetos sendo estudados em todos os sentidos: arquitetônico, de engenharia e financeiramente falando também. Portanto, é algo que só nos resta agradecer a todos que trabalharam para esse momento que está acontecendo. Em breve nós vamos estar aqui participando de uma linda solenidade de inauguração desse hospital, que não tenho a menor dúvida vai ser muito importante para a cidade de Feira de Santana.”
O novo Hospital Municipal Gislaine Pimentel contará com 110 leitos, sendo 10 destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de leitos psiquiátricos.
“O serviço é pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, sem nenhuma cobrança, sem nenhum pagamento a ninguém. Então é algo realmente valoroso e que vem a acrescentar à nossa saúde pública de Feira, onde serão feitos tratamentos clínicos e tratamentos cirúrgicos, ortopédicos. Sem dúvida, algo realmente grande, e essa cidade vai receber de braços abertos.”
O prefeito de Feira de Santana frisou ainda que a unidade hospitalar será a segunda a ser construída através da gestão pública do município, contrariando as recentes declarações do governo do estado de que na cidade não tem hospital municipal.
“Nós temos um hospital de excelência especializado no atendimento à mulher, que é o Hospital Inácia Pinto dos Santos, de excelência na área. E vamos agora aqui construir um novo hospital de excelência geral. O Hospital da Mulher foi construído em Feira primeiro do que o Clériston Andrade. E quem fez o HGCA, só para registrar a história e fazer justiça, foi Antônio Carlos Magalhães. Então, não é uma questão de ter ou não ter. Tem sim. O que nós estamos fazendo agora é o 2. O Hospital Municipal 2. É ousadia da gestão pública, é coragem, é determinação, é força de vontade e acreditar no futuro.”
Também em entrevista ao Acorda Cidade, o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, relembrou que na última quarta-feira (12) foi homologada a licitação para a concessão administrativa, que prevê tanto a construção quanto a operação dos serviços não assistenciais da unidade hospitalar. A vencedora foi a Concessionária Hospital de Feira de Santana SPE S.A. E o valor estabelecido no contrato é de R$ 1,58 bilhão.
“Este é um projeto exitoso, construído de forma coletiva, óbvio, sob a liderança do prefeito José Ronaldo de Carvalho, mas com várias secretarias envolvidas, servidores que se dedicaram arduamente para que tivesse o melhor projeto, que fosse viável e pudesse sair do papel.”
De acordo com o gestor da pasta, os próximos passos agora são a demolição e preparação total do espaço.
"Paralelamente aos projetos que são necessários, inclusive serem aprovados pela Vigilância Sanitária do Estado, nós estamos fazendo as demolições e a preparação do terreno para que quando houver a aprovação da Vigilância Sanitária, dentre outras questões regulatórias, a gente já possa começar, já lá na frente, já avançado, com o terreno pronto. Mas são 24 meses considerando um período de projeto para que essa obra seja entregue.”
Leitos voltados à saúde mental
Conforme Rodrigo Matos, o hospital é de grande porte, e irá atender ainda a legislação vigente de inclusão e política anti-manicomial.
“Nós trouxemos para o hospital municipal 20 leitos de saúde mental para acolher essas pessoas de forma digna. Nós também teremos 40 leitos clínicos de retaguarda clínica. Aquela pessoa que está lá na UPA de Humildes, na Policlínica de São José, precisa deitar no leito para fazer um tratamento de pneumonia, terá também. Temos 40 leitos de cirurgia geral, como hérnia de vesícula, histerectomia, que é retirada do útero. Também leitos cirúrgicos que são leitos para ortopedia, joelho, ombro, cotovelo, e o Parque de Bioimagem, que irá ofertar serviços de ressonância, tomografia.”
O secretário Rodrigo Matos reiterou que o hospital municipal vai ser administrado por uma OS (Organização Social), através de Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão da parte não assistencial.
“É uma empresa que ganhou a licitação e que tem expertise, know-how na construção. Porque não basta saber construir, é construir algo específico que é hospital. Então, quanto mais expertise a gente tiver dentro dessa empresa, melhor. Então, a gente espera que a coisa seja célere e ande com qualidade.”
Hospital Municipal não será porta aberta
O Hospital Municipal Gislaine Pimentel não será porta aberta, conforme explicou o secretário.
"Nós temos três UPAs municipais (Unidades de Pronto-Atendimento), seis policlínicas, que para além de fazer ambulatório, faz urgência e emergência 24 horas. Então, faz o papel da UPA, distribuídas entre a sede e os distritos. Então, nós temos hoje uma boa capacidade. Só no primeiro semestre de 2026, nós atendemos 150 mil pessoas.”
Dessa forma, o Hospital Municipal irá atender os pacientes via regulação, encaminhados pela Secretaria de Saúde.
“Quando é necessária uma regulação, essa pessoa deitar no leito, existem os desafios naturais. E em Feira de Santana, quando botam um hospital como esse, ele se coloca como parte da solução. Então, esse hospital tem porta qualificada. E terá uma UTI municipal para dar suporte às cirurgias que precisam e também para a regulação.”
Por Laiane Cruz
As informações são do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.



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