Foram 2.980 atendimentos somente em 2025. Em média, mais de 8 atendimentos diários e quase 250 por mês
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| Foto: Raimundo Mascarenhas |
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| Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
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| Foto: Imagem / Divulgação HGCA |
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| Cristiana França, diretora do HGCA | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
Um ralo no orçamento
No Brasil, a violência no trânsito segue sendo um dos principais desafios enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente em 2024, mais de 25 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito no país, o que representa 68 óbitos por dia, segundo dados do Ministério da Justiça.
Além das mortes, os acidentes geraram 227.656 internações hospitalares no SUS no mesmo ano, o equivalente a uma vítima atendida a cada dois minutos. Nos últimos dez anos, o sistema público contabilizou 1,8 milhão de internações, com gastos diretos que chegam a R$ 3,8 bilhões.
O impacto financeiro também preocupa. Em 2024, o SUS gastou cerca de R$ 449 milhões com atendimento a vítimas de trânsito, valor que poderia ser convertido, por exemplo, na aquisição de 1.320 ambulâncias. Desde 1998, os gastos hospitalares com acidentes cresceram quase 50% em termos reais, pressionando de forma contínua o orçamento da saúde.
Segundo a diretora do Clériston Andrade, cada paciente na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital gera um custo médio de R$ 5 mil por dia de internamento, e os ocupantes dos leitos de enfermaria, R$ 2 mil por dia. Segundo França, a imprudência e a falta de cuidado no trânsito impedem que esse recurso seja destinado a ações mais estratégicas na prevenção e no tratamento de outras doenças.
O perfil da imprudência
França também lembrou que cerca de 60% dos pacientes vítimas de acidentes de trânsito atendidos no HGCA são do sexo masculino, na faixa etária dos 16 aos 35 anos. O perfil também se repete quando é feito um recorte com foco apenas no número de óbitos de pessoas que foram vítimas do trânsito.
Zona de perigo e práticas arriscadas
Ainda de acordo com os dados oficiais, o Anel de Contorno, a Avenida João Durval e a região central de Feira de Santana são os locais onde mais acontecem acidentes de trânsito em 2025. Somando as ocorrências das três áreas, foram, ao todo, 177 acidentes ao longo de todo o ano passado.
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| Foto: Imagem / Divulgação HGCA |
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| Foto: Imagem / Divulgação HGCA |
O anel da morte
A inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Lívia Marcelino, que também participou do fórum, destacou que, ao longo de 2025, os trechos de rodovias federais que são administrados pela PRF em Feira de Santana registraram cerca de 50 óbitos. Segundo a policial, 70% dessas mortes foram resultado de acidentes no Anel de Contorno.
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| Lívia Marcelino, inspetora da PRF | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
“Acreditamos e torcemos para que, a partir da duplicação, situações voltadas à engenharia de trânsito sejam revisadas e melhoradas. O Anel de Contorno é realmente o nosso maior trecho de destaque, onde buscamos aumentar as fiscalizações. Sempre temos operações para enfrentar os números de acidentes gerais ou graves”, complementou Lívia.
Bebida alcoólica e alta velocidade, o combo do mal
Os números apresentados pelo HGCA contrastam também com uma realidade que está presente, infelizmente, no dia a dia de muitos condutores: a combinação entre ingestão de bebida alcoólica e alta velocidade. Segundo os especialistas, conduzir veículos sob o efeito de álcool, além de crime, é uma prática extremamente perigosa.
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| Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
“Nós temos esse foco em especial na Lei Seca, nos condutores que, porventura, estejam sob efeito de bebida alcoólica. E isso traz resultados fantásticos aqui, que foram apresentados nesta reunião, visto que nós conseguimos ali, nas nossas fiscalizações, retirar de circulação diversas pessoas que estavam sem condições de transitar nas vias, porventura por estarem sob efeito de bebidas alcoólicas”, disse o capitão.
Sistema integrado
Ricardo Cunha, superintendente de trânsito de Feira de Santana, também esteve presente durante o fórum. Em entrevista ao Acorda Cidade, ele defendeu a criação de uma metodologia de sistemas integrados que possibilite o compartilhamento dos dados sobre os acidentes de trânsito na cidade.
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| Ricardo Cunha, superintendente de trânsito de Feira de Santana | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
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| Foto: Ed Santos / Acorda Cidade |
Por Jefferson Araújo com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade










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