Laudo aponta ultrapassagem irregular, suspeita de embriaguez e réu está solto
Quase seis meses após o trágico acidente que resultou na morte de um motociclista em Retirolândia, na região sisaleira [relembre], a família da vítima segue em busca de justiça contra o suspeito de ter provocado a colisão.
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| A motocicleta ficou destruída | Arquivo |
De acordo com laudo pericial obtido pela jornalista Rafaela Rodrigues, no âmbito do processo que tramita na Vara Criminal de Retirolândia, uma ultrapassagem irregular pode ter sido a causa do acidente fatal.
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| Carro ficou com a frente destruída | Arquivo |
Outro ponto central do processo é a suspeita de que o motorista estivesse sob efeito de álcool. No entanto, conforme consta nos autos, não há comprovação definitiva de embriaguez ao volante até o momento. Isso porque os testes de alcoolemia apresentaram resultados divergentes, com registros de 0,44 mg/l e 0,26 mg/l, levantando questionamentos sobre a consistência da prova técnica.
No processo, o réu foi enquadrado principalmente em crimes de trânsito, com destaque para:
Art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): conduzir veículo sob efeito de álcool;
Art. 309 do CTB: dirigir sem habilitação ou com habilitação irregular, gerando perigo de dano.
Família cobra justiça
A irmã de Romário, Claudiane Maciel, 45 anos, relatou à jornalista Rafaela Rodrigues que a família ainda enfrenta um luto profundo diante da perda irreparável.
Segundo ela, o réu já teria se envolvido em outro acidente anteriormente. “Antes dessa situação com meu irmão, esse mesmo rapaz atropelou nosso primo, que teve fraturas”, afirmou.
Claudiane também desabafou sobre a dor de ver o suspeito em liberdade. “É revoltante saber que ele continua vivendo normalmente, enquanto tirou a vida do meu irmão. Ele poderia estar respondendo pelo que fez. Nós queremos justiça. Meu irmão não volta mais, mas é justo esse homem estar livre, bebendo e correndo o risco de fazer novas vítimas? Preso, esse risco diminui e nossa dor ameniza diante de tudo isso”, disse.
Filhos sentem a ausência do pai
Romário deixou dois filhos, de 7 e 12 anos. De acordo com Claudiane, o mais novo sofreu recentemente uma crise de pânico ao chamar pelo pai. “É muito doloroso explicar para uma criança que o pai não vai voltar”, relatou.
Além dos filhos, a mãe da vítima, Claudiane e outros familiares enfrentam problemas psicológicos desde o ocorrido. “Não é fácil ver tanto sofrimento. Por isso, só queremos que ele responda pelo ato cometido, pois o próprio laudo aponta que houve erro”, finalizou.
O espaço permanece aberto para manifestação da outra parte, caso queira apresentar sua versão dos fatos.
Fonte: Portal Raízes / colaboração de Marcos Valentim (Boca de 09)





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