sexta-feira, 6 de março de 2026

Contas abertas em banco de Conceição do Coité são usadas em esquema que causou prejuízo de mais de R$ 500 mil

As contas eram usadas para contratar empréstimos fraudulentos, que posteriormente tinham os valores transferidos entre diferentes contas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Uma investigação da Polícia Federal revelou que contas bancárias abertas em agências da cidade de Conceição do Coité, na região sisaleira, foram utilizadas por um grupo criminoso em um esquema de fraudes bancárias que gerou prejuízo superior a R$ 500 mil a instituições financeiras.

A operação, deflagrada na manhã desta sexta-feira (6), resultou na prisão de três pessoas na cidade de Itabuna, no sul do estado. Ao todo, a Polícia Federal cumpre dez mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e realizou uma prisão em flagrante durante a ação.

De acordo com as investigações, os suspeitos abriram 17 contas bancárias utilizando documentos falsos em agências localizadas nas cidades de Conceição do Coité, Prado, Valença e também no estado de São Paulo. As contas eram usadas para contratar empréstimos fraudulentos, que posteriormente tinham os valores transferidos entre diferentes contas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, os recursos obtidos com as fraudes eram movimentados e distribuídos entre integrantes do grupo criminoso. O esquema causou prejuízo superior a meio milhão de reais às instituições financeiras.

A apuração contou com o apoio da central de segurança da Caixa Econômica Federal, que ajudou a identificar movimentações suspeitas nas contas abertas com documentação falsa. A partir dessas informações, os investigadores conseguiram rastrear parte do destino do dinheiro.

Ainda conforme a PF, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos em Itabuna e um no município de Entre Rios. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

A operação foi batizada de “Amêndoa Negra”, nome escolhido em referência simbólica ao processo de ocultação, característica que, segundo a polícia, marcava a forma de atuação do grupo investigado.

Fonte: Portal Cleriston Silva / PCS

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