quarta-feira, 8 de julho de 2026

Policiais penais acusados de esquema criminoso em presídio de Feira de Santana são condenados à prisão

Grupo com 12 pessoas, entre elas 10 policiais penais, foi condenado por crimes como organização criminosa e corrupção passiva. 
Conjunto Penal de Feira de Santana — Foto: Sinspeb / Divulgação
Doze pessoas, entre elas 10 policiais penais, foram condenadas à prisão suspeitas de esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e é alvo da Operação Sísifo, realizada entre os anos de 2023 e 2024.


Segundo o MP-BA, os condenados faziam parte de um esquema responsável pela entrada de materiais ilícitos no presídio. Eles foram condenados na segunda-feira (6), pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

As penas foram aplicadas conforme a participação de cada um no esquema. Ainda conforme o MP-BA, o policial penal Valmir Pereira de Jesus, apontado como o chefe do grupo criminoso, foi condenado a mais de 28 anos de prisão.

Os demais servidores públicos condenados foram identificados como:  
  • Vitor Cerqueira de Oliveira; 
  • Ednilson Santana Mota; 
  • Isaías Gregório de Miranda Filho; 
  • Yure Pinheiro Costa; 
  • Gildo de Lima Almeida; 
  • Valter Ferreira de Almeida; 
  • Leandro Calazans Amaral; 
  • Rosana Souza de Oliveira; 
  • Luana Priscilla de Jesus Moitinho.
Os outros dois integrantes do grupo foram condenados, respectivamente, por lavagem de dinheiro e organização criminosa, e corrupção ativa. Eles foram identificados como Emerson Carmo dos Santos e Genivaldo Reis dos Santos. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos condenados.

Conforme a denúncia feita pelo MP-BA, os integrantes do grupo criminoso usavam os cargos que ocupavam no presídio de Feira de Santana para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos.

As investigações apontaram que o grupo criminoso possuía divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos para ocultar e dissimular valores obtidos com as atividades criminosas e incompatíveis com rendimentos declarados pelos envolvidos.

O MP-BA começou a investigar a situação após uma sequência de apreensões de diversos materiais ilícitos com os presos, principalmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes.

Por g1 Feira de Santana e região

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