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sábado, 17 de janeiro de 2026

Falta de chuva afeta pecuária de Ichu

Produtores rurais cobram das esferas municipal, estadual e federal, a construção de uma barragem de grande porte nos cursos dos rios Tocos e Mumbuca.  
Com os tanques, poços, açudes, represas e rios secos, a falta de água potável para o consumo humano e animal no município de Ichu, localizado a 180 quilômetros de salvador, é preocupante com a chegada do calor intenso na região sisaleira e os produtores rurais cobram das esferas municipal, estadual e federal, a construção de uma barragem de grande porte nos cursos dos rios Tocos e Mumbuca.

Essa medida visa aprimorar a disponibilidade de água para a comunidade rural de Ichu, além de atender os municípios vizinhos de Coité, Serrinha, Candeal e Riachão do Jacuípe, que não possuem grandes recursos hídricos. 

Com uma extensão territorial de 138 km e uma população que supera os 6 mil habitantes, Ichu, conta com o FPM, em 0,6, como sua principal fonte de recursos financeiros.   

Leite com preço reduzido
Foto: Arquivo | Ilustrativa
O pecuarista Adroaldo Mota Lima revelou que também lida com o problema da escassez de água. “A água da represa dos Cachimbos tem um elevador teor de sal, o que impede que os animais a consumam. Nos últimos dias, adquirir mais de 15 caminhões de água. Com a diminuição do preço do leite, que caiu de R$ 2,30 para R$ 1,80, está complicado para qualquer um conseguir ração e água para o gado. Antes, eu conseguia produzir 240 litros de leite, mas atualmente a produção média está entre 100 e 120 litros diários”.   

Foto: Arquivo | Ilustrativa
Pedro Cedraz, que tem um plantel de 40 animais, comentou que está enfrentando sérios desafios para assegurar a sobrevivência do seu gado, principalmente quanto à compra de ração adequada, silagem de milho, palma e água limpa. “A quantidade de leite produzida caiu de 150 litros para 50 litros dia, e com os altos custos da ração e do transporte de água, que vão de R$ 200,00 a R$ 250,00, a situação se torna cada vez mais difícil”.  

Nas mãos de Deus
Para o prefeito José Gonzaga, a condição é preocupante, uma vez que o município não possui grandes fontes hídricas. “A única água disponível que temos é salobra, inadequada até para os animais. Estamos nas mãos de Deus se não houver chuvas intensas nos próximos dias. A situação não é ainda mais crítica porque a água fornecida pela Embasa, está acessível praticamente em quase todas comunidades rurais”.  

Sequenciando, ele acrescenta que, embora a empresa não disponibilize o líquido de maneira apropriada, a principal preocupação se concentra nos animais. “A prefeitura está operando com dois carros-pipas atendendo os agricultores, geralmente cerca de dez a doze por dia. Também realizamos a limpeza das fontes do município e de algumas propriedades rurais na expectativa da chegada das chuvas de verão, que ainda não ocorreram”, conclui.
Foto: Arquivo | Ilustrativa
Por Pedro Oliveira | Tribuna da Bahia

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