O garoto foi atingido na região do abdômen e na mão e foi transferido para Feira de Santana
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| Foto: Ilustração | Reprodução |
Segundo informações obtidas pela jornalista Rafaela Rodrigues, duas crianças, entraram em uma residência que estava fechada, pertencente a um morador que atualmente estava trabalhando em Aracaju.
No interior do imóvel, os menores encontraram uma espingarda artesanal e começaram a manusear a arma. Durante a brincadeira, ocorreu um disparo que atingiu uma das crianças na região do abdômen e também na mão.
Segundo o boletim policial, testemunhas relataram a PM que a arma chegou a falhar em uma primeira tentativa de disparo. Em seguida, ao ser abaixada, acabou disparando acidentalmente, atingindo a vítima, que estava sentada em um sofá a cerca de dez metros de distância.
A vítima foi socorrida inicialmente para a Unidade Materno Infantil (UMI) de Conceição do Coité. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, a criança precisou ser transferida em vaga zero para uma unidade hospitalar com maior suporte.
Um dos aspectos que chama atenção no caso é que a espingarda artesanal encontrada pelas crianças estava carregada e em condições de uso, o que possibilitou o disparo que atingiu a vítima, conforme a PM.
A arma foi apreendida pela Polícia Militar e apresentada para os procedimentos legais.
Em entrevista à jornalista Rafaela Rodrigues, um tio da vítima, que preferiu não se identificar, informou que os ferimentos no abdômen foram superficiais. No entanto, o impacto dos estilhaços causou graves lesões na mão do adolescente, atingindo todos os dedos.
Segundo o familiar, o menino permanece internado no Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana, onde segue sendo monitorado pela equipe médica. A família aguarda transferência para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, já que o procedimento especializado necessário para reconstrução da mão não é realizado na unidade onde ele está internado.
“Ele continua sendo monitorado pelos médicos, mas estamos mais tranquilos porque não corre risco de morte. Infelizmente aconteceu essa fatalidade”, relatou o tio.
Mãe contesta informação de que residência estava vazia durante acidente
Após a divulgação das primeiras informações, a mãe do adolescente entrou em contato com a reportagem e informou que, diferentemente do que foi relatado por testemunhas aos policiais no momento da ocorrência, a residência não estava vazia. Segundo ela, apesar de a proprietária ter saído para participar de um velório, outros familiares permaneciam no local. A mãe também esclareceu que o imóvel pertence a uma tia da família e que o proprietário da espingarda artesanal é um familiar que está viajando a trabalho.
A Polícia Civil ficará responsável por apurar as circunstâncias do caso, incluindo como os menores tiveram acesso ao imóvel e ao armamento.











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