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sexta-feira, 3 de julho de 2026

SERRINHA - três advogados são alvos de operação que investiga comunicação entre facções

Além de Serrinha, os mandados foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Lauro de Freitas e Camaçari.
Três advogados foram presos em Serrinha durante a Operação Sintonia de Gravata, deflagrada nas primeiras horas desta sexta-feira (3). A ação investiga um esquema que permitia a comunicação entre chefes de facções criminosas presos e integrantes das organizações em liberdade.

Ao todo, oito advogados foram presos em diferentes cidades baianas, suspeitos de integrar a estrutura criminosa. Além deles, a Justiça expediu outros 14 mandados de prisão preventiva contra detentos apontados como líderes de facções já custodiados no sistema prisional, totalizando 22 ordens judiciais.

Além de Serrinha, os mandados foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Lauro de Freitas e Camaçari.

Segundo as investigações, os advogados teriam se aproveitado das prerrogativas da profissão para burlar restrições impostas em unidades de segurança máxima. Eles seriam responsáveis por repassar mensagens, ordens e determinações entre lideranças presas e criminosos em liberdade.  

De acordo com o Ministério Público da Bahia, o esquema permitia que chefes de facções continuassem comandando atividades criminosas mesmo dentro dos presídios, incluindo o tráfico de drogas, a compra e circulação de armas, a movimentação de recursos financeiros e a mediação de conflitos internos.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos, que serão analisados para identificar outros possíveis envolvidos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 10 milhões, além da indisponibilidade de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves.  

Segundo promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações apontam a existência de um sofisticado sistema clandestino de comunicação, que garantia a continuidade das operações criminosas fora das unidades prisionais.

A Operação Sintonia de Gravata faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc). 

A ação contou com atuação conjunta do Ministério Público estadual, das Secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária, além da Polícia Civil, com participação de mais de 100 agentes.

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