A procissão completa 96 anos e ja se tornou reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia
A Quinta-Feira Santa em Serrinha foi marcada por um dos momentos mais tradicionais da fé católica: a celebração da Missa do Lava-Pés, seguida da Procissão do Fogaréu. A programação reuniu milhares de fiéis em uma noite de profunda religiosidade, reflexão e tradição, relembrando a prisão e o julgamento de Jesus Cristo por meio de encenações e de um percurso iluminado por tochas pelas ruas da cidade.
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| Foto: Raimundo Mascarenhas |
Após as celebrações, os fiéis seguiram em direção à Catedral Senhora Sant’Ana, no centro da cidade, que se tornou o ponto de encontro para o início da Procissão do Fogaréu, formando um grande ato coletivo de fé que uniu as três paróquias.
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| Neste dia a quantidade de pessoas do lado de fora é maior da que assste a missa dentro da catedral |
Com o encerramento da missa na catedral, pouco depois das 21h teve início a procissão. Logo em frente à igreja, aconteceu o primeiro ato da encenação da Paixão de Cristo, com a representação da prisão de Jesus. A partir desse momento, o cortejo seguiu pelas ruas em um clima de silêncio, oração e reflexão.
O percurso, de aproximadamente cinco quilômetros, passou por vias como Manoel Chileno, Zeca Ciro da Silva, Mariano Ribeiro, Praça Luís Nogueira e Antônio Rodrigues Nogueira. Durante toda a caminhada, os fiéis seguiram iluminados por tochas, simbolizando a luz de Cristo guiando o povo.
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| Foto: Valdemi de Assis |
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| Foto: Valdemi de Assis |
Durante o trajeto, o pároco da Catedral, padre Oldack Filho Cordeiro Rocha, participou pela primeira vez do Fogaréu à frente da paróquia e destacou o significado da celebração, ressaltando a importância de proporcionar ao povo um momento cada vez mais orante e de reflexão sobre a vida com Cristo.
Já próximo ao destino final, o bispo diocesano Dom Hélio Pereira Santos também refletiu sobre a tradição, destacando a força da fé do povo serrinhense e o simbolismo da caminhada iluminada, que representa Jesus como a luz que guia os fiéis.
Quase duas horas de procissão
A procissão seguiu até o alto da Colina de Senhora Sant’Ana pela BA 411 que liga Serrinha Barrocas, porém cerca de 1,5 km acessaram um estrada de areia onde um grande número de pessoas aguardava. O percurso que antes era feito às escuras e que tornava um espetáculo à parte sendo ilumidado apenas com as luzes de carca de 20 mil velas, ganhou iluminação artifical, muito possivelmente pensando na segurança dos participantes, embora não se tenha conhecimento de nenhum episódio criminoso. Mas prevenir também é importante.
Comunidade católica participa da 96ª edição da Procissão do Fogaréu, em Serrinha.
— Calila Notícias (@calilanoticias) April 3, 2026
Ato religioso já reconhecido como Patrimonio Imaterial e Cultural do Estado da Bahia é realizado sempre após a missa da Ceia do Senhor, também conhecida como Lava-Pés (Imagem Raimundo Mascarenhas) pic.twitter.com/Cg7Q3otCBG
No palco fixo ao lado da Imgaem de Sant’Ana, aconteceu o segundo ato da encenação e o encerramento da programação da noite, consolidando mais um capítulo da tradição religiosa no município.
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| Foto: Raimundo Mascarenhas |
Encerrando a noite, a irmã Lina Dezan, religiosa italiana que há cerca de 20 anos acompanha o Fogaréu, marcou presença mesmo sem conseguir percorrer todo o trajeto. Pela segunda vez, acompanhou a procissão da rua, emocionada com a continuidade da tradição.
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| Foto: Raimundo Mascarenhas |
Fonte: Calila Notícias / CN




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