Vítimas receberam mensagens de um suposto representante jurídico que prometia a liberação de indenização judicial; dados pessoais e senhas bancárias foram compartilhados
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| Foto: Ilustração / IA |
De acordo com informações da Polícia Militar apuradas pelo Raízes Notícias, a ocorrência foi registrada na noite de terça-feira (27), quando G. Oliveira, de 64 anos, e E. Carneiro, de 59, procuraram o pelotão em busca de orientações para registrar o caso.
Segundo os relatos, o idoso possui um processo em andamento na Justiça. Ele teria recebido mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que se identificou como advogado responsável pelo processo e afirmou que a causa havia sido ganha.
Para supostamente viabilizar o depósito do valor da indenização, o interlocutor solicitou dados pessoais e bancários. A vítima informou ter enviado documentos de identificação, número da conta, agência bancária e senhas.
Ao tomarem conhecimento da situação, os policiais orientaram as vítimas a entrar em contato com o banco por meio do serviço de atendimento 24 horas. A tentativa de contato direto com o gerente não teve sucesso, mas, após o atendimento bancário, foi possível bloquear a conta e preservar o saldo antes que houvesse prejuízo financeiro, conforme o registro policial.
As vítimas também foram orientadas a comparecer à agência bancária para realizar o desbloqueio, alterar as senhas e adotar outras medidas de segurança.
Como se proteger do golpe do falso advogado
A promessa de liberação de dinheiro referente a processos judiciais tem sido utilizada por criminosos para enganar vítimas. Para evitar cair nesse tipo de fraude, é importante tomar alguns cuidados:
Desconfie de mensagens inesperadas: confirme diretamente com seu advogado, utilizando um número de telefone que você já conhece, se existe realmente algum valor a receber.
Nunca compartilhe senhas: advogados, servidores da Justiça e representantes do INSS não precisam da senha da sua conta bancária para liberar indenizações.
Não faça pagamentos antecipados sem verificar: pedidos de transferências, Pix ou taxas para liberar valores judiciais devem ser investigados antes de qualquer pagamento.
Entre em contato imediatamente com o banco: se compartilhar dados bancários ou senhas, utilize os canais oficiais para bloquear o acesso, alterar as credenciais e verificar possíveis movimentações.
Registre a ocorrência: procure a Polícia Civil e guarde mensagens, números de telefone, comprovantes e capturas de tela que possam ajudar na investigação.
A principal recomendação é confirmar qualquer informação sobre processos judiciais diretamente com o advogado de confiança ou pelos canais oficiais da Justiça. A pressa e a promessa de dinheiro a receber são recursos frequentemente explorados pelos golpistas para induzir as vítimas ao erro.
Por Rafaela Rodrigues | Raízes Notícias











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