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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Aprenda a perder, porque é preciso saber viver:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu... Tempo de buscar, e tempo de “PERDER”; tempo de guardar, e tempo de lançar fora...” Eclesiastes cap. 3 vs. 1 e 6

Desde muito cedo tive o privilégio de poder ver minha mãe que era extremamente extrovertida e cantava muito bem, entoar várias e várias vezes de maneira empolgada a música do Roberto e do Erasmo Carlos: "É Preciso Saber Viver".

As imagens e doces lembranças dela cantando não me saem da memória. Com freqüência lá estava ela cantarolando com seu talento musical, que foi despertado em concursos de músicas na sua juventude:
Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão / Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão /
É preciso ter cuidado / Prá mais tarde não sofrer / É preciso saber viver...

Toda pedra no caminho / Você pode retirar / Numa flor que tem espinhos /
Você pode se arranhar / Se o bem e o mau existem / Você pode escolher / É preciso saber viver...

É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / É preciso saber viver! / Saber viver!... Saber viver


Mais tarde porém, depois que tive o dissabor de vê-la sofrendo de insuficiência renal crônica e conseqüente morte aos 57 anos, e de também ter de enfrentar a dor da perda do meu irmão mais novo de 30 anos em um trágico acidente de trânsito, pude lembrar das cenas da minha infância, adolescência e juventude, e entender que: Saber Viver, é Saber Perder também.

A vida tem se encarregado de me mostrar as mais diversas facetas da perda, em diversos níveis de intensidade e nos mais variados caminhos pelos quais ela se manifesta.

Vai desde simples coisas como objetos e projeções pessoais de pouco ou estimado valor, a expressões mais graves, como a perda de gente amada que se foi para a eternidade, deixando o vazio da saudade.

Dentro de nós reside um forte apelo de possessão, que é despertado todas as vezes que estamos diante de uma situação real ou imaginária de perda.

Esse sentimento nos consome, porque nossa inclinação almática que é fruto da natureza adâmica caída, não sabe lidar com os processos da vida que nos fazem sofrer o débito de coisas e valores com os quais amamos e nos apegamos, e que sem os quais consideramos que a vida não é viável.

É por esta razão, que as ansiedades e fobias latentes na nossa alma, entram em conflito com a proposta de descanso do Mestre que diz: “Não vos inquieteis”, “Basta a cada dia seu próprio mal”.

Essa deficiência instalada nas nossas emoções que nos assombra, é que nos faz ter um estilo de vida acelerado, frenético e fibrilante, que só contribui ainda mais para o desgaste da fé e confiança, e do projeto de simplicidade e descanso elaborado no Gênesis.

Verdade é, que alguns sentimentos são até autênticos e legítimos como conseqüência da nossa humanidade e sensibilidade, mas não estamos acostumados a subtração ou divisão, e quando estamos diante dos problemas e desafios da vida, temos a tendência de equacionar somente as percepções que resultem em adição e multiplicação, e nunca a possibilidade do débito, porque o nosso alvo é a tão sonhada “ilha da segurança”, blindada pela falsa idealização de imunidade atemporal.

A perda dói! A perda frustra! A perda desestimula!

A perda dói, porque leva consigo valores, sentimentos e aspirações que reputávamos como essenciais à vida, e que sem piedade nos faz sentir a dor da separação.

A perda frustra, porque revela a fragilidade e transitoriedade dos nossos castelos de areia, construídos na perspectiva do eterno e vitalício que são confrontados com o aqui e o agora.

A perda desestimula, porque a percepção que sobrevive em meio a decepção é: “Será que vale a pena tanto esforço e sacrifício sem a certeza de retorno, ou de continuidade daquilo a que tenho me dedicado?”.

Apesar de todos os transtornos causados pela perda, pode ser ela a alavanca e a força motriz para novas possibilidades e realidades, e que nos conduza a felicidade sem utopias, que foi amadurecida pela sabedoria adquirida de “Saber Viver e Saber Perder”.

Cabe a nós resignificá-la em Graça, procurando focar na pedagogia do que elas podem contribuir com o nosso crescimento como seres humanos, e como humanos que ajudem outros seres a crescer em meio às perdas que a vida proporciona.



***
Por Franklin rosa, colunista no púlpito cristão.

Nova revelação do Bahia, Rafael, com contrato até julho, pode surpreender:



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 A vida de Rafael mudou quando ele virou Gladiador




















Em Catequese, pequeno povoado de Água Boa, no interior de Minas, cerca
de 150 moradores dividem dois orelhões para se comunicar com o resto do mundo. Um dos telefones ajuda Rafael, revelação do Bahia, a renovar suas energias.

A cada três dias, o menino de 18 anos bate papo com a família. É assim desde 2006, quando chegou ao Fazendão. Se o contato com os pais segue a rotina de anos, a vida de Rafael mudou quando ele virou Gladiador.

Agora no profissional, com carga extra de trabalho, concentração e jogos, o mineiro virou turista na escola. Ele só apareceu na sala do 1º ano do Colégio Estadual Pedro Calmon, em Armação, onde está matriculado, no primeiro dia de aula. E como o sucesso da Copa São Paulo, quando ele fez seis gols, segue em alta, vem mais mudanças por aí.

Após os primeiros dois gols no time de cima, na goleada por 5x1 sobre o São Domingos, olho aberto na habilitação. E o Bahia precisa abrir o olho para o atacante não partir em definitivo com o sonhado futuro carro. O contrato com o tricolor acaba em julho.

Pizzaria

Pelo menos, a cabeça de Rafael está em outra. “Vou descobrindo minhas forças aos poucos com os exemplos”, revela.

O futebol dele só veio aparecer na quarta após uma chacoalhada daquelas do técnico Vagner Benazzi durante o intervalo do jogo. “Ele me deu moral. Marcos, Helder, Ramon e Jataí também. Todos me deram força e eu cresci no jogo”, comenta, sobre os dois gols no segundo tempo.

Com Souza ainda de molho, por causa da lesão na coxa, o Gladiador tem outra chance de mostrar suas armas contra o Fluminense de Feira, domingo, no Joia da Princesa.

Só com mais gols para se valorizar e sair do aperto do apartamento no alojamento da base, que ele divide com mais três parceiros da bola.

Também, não precisa muita pressa pra sair de lá. Rafael sabe curtir a redondeza do Fazendão. Sempre que pode, dá um pulo na Pizzaria Italianinha, lá mesmo no Jardim das Margaridas, junto com os amigos Fábio, Madson e Brendon, todos revelações da Copa São Paulo, como ele.´

De Angelo Paz, no jornal Correio* desta sexta-feira:
As informações são do http://www.interiordabahia.com.br/