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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O passado, o presente e o futuro: conheça mais da história dos quatro times feirenses

Com quatro times representando a cidade (Fluminense, Bahia de Feira, Astro e Feirense), o futebol também tem seu lugar quando contamos a história de Feira de Santana.
Fluminense de Feira venceu o Atlético de Alagoinhas e garantiu o retorno à elite do 
Campeonato Baiano em 2015 (Foto: Ed Santos/Acorda Cidade | Arquivo)
Todo mundo sabe que o futebol é uma das grandes paixões dos brasileiros. Mobiliza e une pessoas, faz o coração bater mais forte, proporciona momentos de alegria intensa e também de tristeza. Futebol é o assunto das rodas de conversas entre amigos, é paixão passada de pais para filhos.

De corações apaixonados por futebol também vivem os feirenses. Com quatro times representando a cidade (Fluminense, Bahia de Feira, Astro e Feirense), o futebol também tem seu lugar quando contamos a história de Feira de Santana. E esse é o nosso assunto de hoje em mais matéria especial pelos 185 anos de emancipação política da Princesa do Sertão, completados no dia 18 deste mês.

UH, SOLTA O TOURO! A TORCIDA QUE FAZ A DIFERENÇA
Com uma das torcidas mais apaixonadas entre os times do interior da Bahia, o Flu de Feira se aproxima dos 80 anos de história. Com momentos de glória e tantos outros difíceis, o clube resiste com a força característica de um Touro do Sertão e ao longo de quase quatro décadas, alimenta a paixão dos feirenses, que sofrem nas derrotas, mas não abrem mão de acreditar em dias melhores. Um desses torcedores apaixonados é o professor de educação física Rafael Queiroz, conhecido como ‘Rafael Kbeça’, que criou uma WebTV para divulgar e valorizar ainda mais o time do coração.
Segundo ele, a ideia da TV Web, que foi batizada de ‘TV Kbeça’, surgiu com a reunião de um grupo de amigos. Eles se reúnem sempre antes dos jogos e fazem uma ‘resenha’ na frente do estádio. “Entre uma conversa e outra surgiu a ideia de pegar uma câmera e registrar toda aquela festa, aquela brincadeira que a gente faz na frente do estádio. Daí começaram a ter repercussão. A galera vinha fantasiada pra gravar com a gente, vinham crianças e a ideia deu certo”, afirmou.

Com a iniciativa, Rafael acredita que há um incentivo para atrair mais torcedores para o estádio para acompanhar o tricolor feirense. “Algumas pessoas que até então não tinham o costume de ir para os jogos do Fluminense foram estimuladas a frequentarem o estádio depois de assistirem nossos vídeos e de ter participado das matérias”, disse.
O processo de criação dos vídeos, conforme relatou, acontece de maneira simples e espontânea. As brincadeiras e a ‘zuação’ com os times adversários, claro, não poderiam faltar. “A gente pega a câmera e vai registrando tudo. Sempre levamos um tira-gosto para degustar antes dos jogos e quando, por exemplo, o Flu vai jogar contra o Bahia, a gente leva tira-gosto de sardinha. Aqui em Feira também tem o Bahia de Feira e certa vez a gente fez um caixão do adversário para fazer uma brincadeira. Justamente na hora que a gente estava com o caixão rodando pelo estádio, o Fluminense tomou um gol e perdeu o jogo por 2x1. Esse fato inusitado ficou nos nossos registros”, lembrou.

Amor pelo time
Desde criança apaixonado por futebol, Rafael frequentava estádios em Salvador e admirava as torcidas do Bahia e do Vitória, mas ele sentia falta do sentimento de pertencimento. Até que começou a frequentar o Joia da Princesa e sentiu o coração bater mais forte. “A partir daí comecei a gostar do Fluminense e acompanhei vários momentos do time, momentos de glória e também fases ruins. Sinto prazer de ver o time da minha cidade jogando”.
Entre os momentos inesquecíveis, Rafael cita o ano de 1992, que ele classifica como uma das maiores decepções do Fluminense de Feira. “Foi quando o time perdeu a final da série C do Campeonato Brasileiro pro Tuna Luso nos acréscimos. Eu tinha cerca de 7 anos, mas isso marcou a minha vida”. Já os momentos de glória, destaque para o bicampeonato baiano, que o torcedor não acompanhou, mas faz questão de citar, e o momento mais recente que ele destaca foi o acesso novamente à série A do Campeonato Baiano e logo em seguida o título da Copa Estado da Bahia.

O que falta para o time deslanchar no cenário nacional
Entre os torcedores do Fluminense de Feira é quase unânime a reclamação de que o time começa bem nas competições, mas na reta final decepciona. Para Rafael, para que o time consiga deslanchar no cenário nacional do futebol, é necessário capacitação dos gestores. “Acho que o futebol evolui e as pessoas que estão à frente do clube têm que se profissionalizar na questão gerencial e administrativa, além de buscar recursos. Os times pequenos não podem contar tanto com recurso de patrocínio, questão de renda de estádio, então precisa buscar outros meios. Acho que o Flu poderia criar um projeto e apresentar para o Ministério do Esporte para captar recursos”, opinou.

BAHIA DE FEIRA: PROJETANDO VITÓRIAS
Colecionando importantes vitórias e títulos, o Bahia de Feira é o time feirense que mais investe em estrutura. Com um Centro de Treinamento inaugurado recentemente, a estrutura do clube é considerada melhor que a de times da capital, como Bahia e Vitória, e é comparada com estruturas de times nacionais, com auditório, academia, refeitório, alojamento, entre outros. De acordo com o presidente do time, Jodilton Souza, isso engrandece a marca Bahia de Feira e também a cidade de Feira de Santana.
 
“Quando contratamos a equipe de arquitetura para desenhar o modelo, nós não nos preocupamos com o tamanho, até porque o Bahia de Feira não tem uma representatividade grande de torcida, então fizemos um estádio para 7 mil lugares, onde concluímos a primeira etapa agora, que é para 3.500 pessoas, e já começamos a segunda etapa. Mas nós nos preocupamos mais com a estrutura física, então fizemos um alojamento com muita qualidade, com ar-condicionado, temos alojamento para 80 meninos na categoria de base e temos 25 suítes para os profissionais”, afirmou.
Com essa estrutura física, Jodilton acredita que o Bahia de Feira entra em uma nova fase, com o objetivo de trabalhar para alcançar novas vitórias no futebol baiano e quem sabe até nacional. Segundo ele, atualmente o time está com 45 atletas alojados e o foco do clube é trabalhar com o sub-15 e o sub-17.
 
“Entendemos que esses meninos serão os futuros profissionais do Bahia de Feira com essa vivência que eles têm com a estrutura física, no centro de treinamento. Assim eles vão criar uma afinidade com a marca Bahia de Feira e temos quase certeza que essa equipe vai dar muitos resultados positivos. Aí sim se começa a ter vitórias e angariar títulos em cima de um projeto. É isso que estamos fazendo”, destacou.

Conquistas
Em 2009, o Bahia de Feira foi tricampeão da segundona baiana e conseguiu chegar às semifinais da elite no ano seguinte, vencendo a dupla Ba-Vi. Em 2011, o sucesso foi ainda maior: o clube conseguiu ser campeão do Torneio Início, chegou ao título do Campeonato Baiano pela primeira vez, desbancando o tradicional Vitória de virada na final, além de garantir uma vaga na Série D e na Copa do Brasil. De lá pra cá mais conquistas.
Para explicar os títulos, o presidente do Bahia de Feira considera que podem ocorrer duas situações: aquela que é um título esporádico, que algumas equipes conseguem, a exemplo do Santo André, que foi campeão da Copa do Brasil em cima do Flamengo. Ele destaca que nessa situação o clube monta uma equipe que se encaixa e o time começa a deslanchar na competição, mudando de fase até chegar à final e conquistar um título. E a segunda situação, quando se investe na base.
 
“Em 2009, montamos uma equipe para disputar a segunda divisão com base em alguns atletas com quem já havíamos trabalhado tanto no Fluminense como no Feirense e essa base nos deu uma sustentação para que a equipe se formasse de tal forma que a gente conseguisse resultados interessantes a ponto de subir, de maneira invicta, em 2009, da segunda para a primeira divisão. A partir daí mantivemos a base e dois anos depois a gente conquistou o campeonato baiano”, relembrou.

ASTRO REVELA JOGADOR PARA O MUNDO
Com 40 anos de história, as páginas do time feirense Astro são repletas de histórias marcantes. Atualmente disputando competições de base promovidas pela Federação Bahiana de Futebol nas categorias sub-15 e sub-17, o clube, com sede no bairro Aviário, tem um projeto que atende cerca de 120 crianças e adolescentes em risco social e se mantém com recursos próprios, patrocinadores e parceiros.
Time sendo recebido pelo Rei Pelé
Mas nem sempre foi assim. O time feirense se orgulha de já ter participado de diversas competições de importância no futebol nacional, além de já ter sido recebido pelo Rei Pelé, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, e especialmente por ter revelado um jogador que já foi convocado para a Seleção Brasileira principal.
Fernanda Ribeiro ao lado do jogador Talisca
“Já fomos campeões da copa Danone no Rio, onde fomos recebidos por Pelé, já disputamos a preliminar da Copa do Mundo da França, já disputamos o torneio paralelo à Copa do Mundo da Alemanha, já fomos pra Dalas, mas ver um atleta da base, que foi o Anderson Talisca, ser convocado pera a Seleção Brasileira, acho que foi o ponto onde alcançamos o objetivo da associação”, destacou Fernanda Ribeiro, presidente do Astro.
Para o futuro, Fernanda acredita que com um trabalho focado e com muita determinação, as coisas boas normalmente tendem a acontecer. Ela afirmou acreditar em um futuro próspero para o Astro, principalmente nas categorias de base.

FEIRENSE: FOCO NA BASE
O Feirense nasceu de um time amador da cidade de Feira de Santana no ano de 2008 e logo de início já foi disputar a segunda divisão de profissionais. Há dois anos o time foi rebaixado para a segunda divisão e aguarda uma oportunidade para voltar para a primeira divisão. Desde o início de suas atividades, o Feirense conquistou o coração da população de Feira de Santana e, de acordo com o fundador do time, Dilson Carneiro Pedreira, conhecido como ‘Gamela’, não enfrentou grandes dificuldades.
“O Feirense, quando disputava os campeonatos, tinha patrocínio e não passou por momentos de muita dificuldade. As pessoas de Feira abraçaram o Feirense com carinho e acredito que o Feirense vai trazer muitas alegrias para o povo de Feira de Santana”, afirmou.
Segundo Gamela, as expectativas para o ano de 2019 são as melhores para o Feirense, que está preparando a base para disputar a segunda divisão, conquistar vitórias importantes e chegar a campeonatos com maior visibilidade.
“O feirense, em 2013, foi o campeão do interior, disputou a Copa do Nordeste e no ano seguinte teve uma boa colocação, ficando entre os quatro primeiros colocados. De lá pra cá, o Feirense sempre se manteve no patamar da primeira divisão. No ano passado que o time disputou a segunda divisão e desceu para o acesso da segunda divisão. Mas está se preparando, com uma divisão de base muito boa para voltar em 2019 forte para alcançar a primeira divisão e tentar uma Copa do Brasil, uma Copa do Nordeste e uma série D do Brasileiro”, afirmou.

Daniela Cardoso / Acorda Cidade // Fotos: Arquivo pessoal (Enviadas pelos representantes dos times)

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