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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Adolescentes vítimas de automutilação podem tornar-se suicidas, alerta especialista

Na manhã desta quarta-feira (27) membros da Equipe Interprofissional da Secretaria Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares I e II participaram de uma capacitação sobre o tema, na Seduc.
Cada vez mais comuns, os casos de automutilação entre adolescentes já viraram uma preocupação para os profissionais no âmbito da saúde e, em algumas situações, da educação também. E o que é mais grave: o adolescente que se automutila pode ser, no futuro, um suicida em potencial, alertam os especialistas.

Na manhã desta quarta-feira (27) membros da Equipe Interprofissional da Secretaria Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares I e II participaram de uma capacitação sobre o tema, na Seduc.

A formação integrou o calendário de atividades do Projeto de Prevenção à Violência Escolar, Prevesc, de iniciativa da Seduc, além de fortalecer a atuação da equipe junto ao NIEVS, Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Vulnerabilidade e Saúde, do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana; a capacitação foi dirigida por profissionais do NIEVS.

De acordo com a professora Sinara de Lima Souza, coordenadora do núcleo, apesar da falta de dados, sabe-se que há um significativo crescimento dos casos de automutilação e ideação suicida, principalmente entre os adolescentes.

O trabalho mais integrado entre as duas equipes deve, entre outras medidas, facilitar o acesso à informação pelos gestores escolares e coordenadores pedagógicos que estão nas escolas públicas, além da busca por ajuda e assistência mais especializada.

“Os profissionais de saúde e educação podem ser melhor orientados e instrumentalizados para este tipo de situação que é muito específica. Na verdade, todos estamos aprendendo a lidar com estas ocorrências”, admite Sinara de Lima Souza.

Segundo o NIEVS, é fundamental a orientação aos professores, pois “na maioria das vezes é na escola que são identificados primeiramente os casos em que os alunos precisam de ajuda”, observa.

A professora disse que é importante entender o contexto de vida destes adolescentes, de onde ele está vindo, as causas deste sofrimento. “Ao contrário do que muita gente pensa, estes sintomas muitas vezes não são ‘modinha da idade’, ‘algo que vai passar com o tempo’. Não se deve ignorar por que, ao contrário do que se pensa, essa situação tende a se agravar”, alerta.
Orientações à família
É extremamente relevante a posição dos familiares e das pessoas próximas aos adolescentes durante essas situações de automutilação.

A conduta mais indicada, alertam os profissionais, é evitar críticas e atitudes repressoras; o que se deve fazer, ao contrário, é escutar e buscar compreender o momento pelo qual o jovem está passando. “O que pode parecer uma frescura, para quem sofre, é algo que causa dor, inclusive, a dor física é usada para aliviar a dor da alma, no psicológico”, alerta Sinara.

Do Acorda Cidade

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