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sábado, 10 de janeiro de 2026

OPINIÃO: Por trás da farda havia um pai: a morte que não atinge apenas um policial. A sociedade precisa ficar em alerta. Leia mais!

Reflexão da Jornalista e Radialista Rafaela Rodrigues 
Talvez você nem leia este texto até o fim. Mas, muito provavelmente, se o assunto fosse um suposto “erro” cometido por um policial militar, haveria disposição para ler cada linha e, quem sabe, ainda acrescentar supostos julgamentos e acusações.


Hoje, porém, o texto é sobre a morte precoce do policial militar Eduardo Cézar do Nascimento Filho, lotado no 16° Batalhão de Polícia Militar.
Em um dia que parecia como tantos outros de serviço à população, Eduardo saiu de casa e não retornou. Não voltou para os braços da família. Não voltou, principalmente, para sua filha de apenas três anos, que agora cresce sem o pai, vítima da violência provocada por criminosos.

Sim, criminosos! Indivíduos que haviam roubado um veículo e que, ao serem interceptados durante a ação policial, reagiram. Na tentativa de capturar os meliantes, o soldado foi atingido por um disparo fatal: um tiro na panturrilha que atingiu a veia femoral, ceifando sua vida.  

É um caso profundamente doloroso, que nos obriga a refletir e a valorizar ainda mais o trabalho desses verdadeiros guerreiros da segurança pública.

Eu, Rafaela Rodrigues, vivo, convivo e trabalho diretamente com o setor policial e posso afirmar: por trás de cada farda há um ser humano. Muitos policiais saem para o serviço carregando problemas pessoais, familiares, emocionais, como qualquer cidadão.  

Ainda assim, deixam tudo isso de lado para proteger, socorrer e servir a sociedade, muitas vezes colocando a própria vida em risco.  

Ser policial militar vai muito além da patente ou da função exercida. Existe um pai, um filho, um marido, alguém que acorda todos os dias com um único objetivo: proteger a população e retornar em segurança para casa, para junto de quem ama.

A violência que tirou a vida de Eduardo não atingiu apenas um profissional da segurança pública. Atingiu uma família inteira, amigos, colegas de farda e uma sociedade que, infelizmente, muitas vezes só reconhece o valor desses profissionais quando uma tragédia acontece.

Esse fato triste e devastador precisa servir como alerta e reflexão coletiva. É urgente repensar discursos de ódio, generalizações injustas e a banalização da violência contra aqueles que dedicam suas vidas à proteção do próximo.

Respeitar o trabalho da Polícia Militar é, acima de tudo, respeitar a vida.  

Que a memória do soldado Eduardo Cézar do Nascimento Filho não seja lembrada apenas pela tragédia, mas como símbolo do sacrifício silencioso de milhares de policiais que, diariamente, saem de casa sem a certeza do retorno, para que a sociedade possa viver com mais segurança.

Que possamos, por muito tempo, não precisar ler ou ouvir novas notas de pesar ou textos opinativo como este.  

Nossas condolências!

Por Rafaela Rodrigues, jornalista e radialista

Fonte: Portal Raízes | Foto: Reprodução 

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