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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Pedreiro natural de Coité morto em desabamento de prédio em Salvador é sepultado na terra natal

Roberto Carlos Evangelista, de 58 anos, trabalhava em obra no bairro Luiz Anselmo quando estrutura cedeu; ele sonhava em retornar definitivamente para a comunidade onde nasceu
Foto: Raimundo Mascarenhas
Foi sepultado por volta das 14h desta segunda-feira (18), no conhecido “cemitério velho”, em Conceição do Coité, o corpo do pedreiro Roberto Carlos Evangelista, de 58 anos, uma das três vítimas fatais do desabamento de um prédio que estava em reforma no bairro Luiz Anselmo, em Salvador, na manhã do último sábado (16/05) [relembre].

Foto: Reprodução Redes Sociais
Após a identificação das vítimas, o Calila Notícias tomou conhecimento de que Roberto era natural de Coité. O corpo foi trasladado para sua terra natal, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens em clima de forte comoção.

Roberto Carlos era natural da região da comunidade Tanque da Laje, às margens da estrada que liga a sede do município ao Distrito de Aroeira. Segundo relatos de familiares, ele deixou a cidade no início da década de 1990 em busca de melhores condições de vida e trabalho na capital baiana, onde passou a atuar na construção civil.
Na ordem da esquerda para a direita: Roberto Carlos, Maurício Lima e Raimundo Brito | Reprodução g1
Mesmo após décadas vivendo em Salvador, Roberto mantinha forte ligação com sua comunidade de origem e alimentava o sonho de se aposentar e retornar em definitivo para Coité. A tragédia, porém, interrompeu os planos do trabalhador, descrito por conhecidos como um homem simples, dedicado à família e ao trabalho.

Ele deixa esposa e cinco filhos.

O desabamento aconteceu durante uma obra de reforma em um imóvel no bairro Luiz Anselmo. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para o resgate, mas três trabalhadores que estavam no local não resistiram aos ferimentos.
Robertinho sonhou voltar aposentado para Coité, mas infelizmente não concretizou
Foto: Raimundo Mascarenhas
Robson, filho mais velho de Robertinho, como era conhecido, disse que o pai e os outros estavam trabalhando no prédio exatamente para corrigir o problema do risco de desabamento que surgiu.

Um casal e uma criança que estavam no imóvel, teriam ouvido o barulho estranho e tiveram tempo de descer a escada, já que estavam no primeiro andar e conseguiram sair, ainda assim sofreram ferimentos leves pelos escombros.

Além de Roberto Carlos Evangelista, outros dois pedreiros que atuavam na obra morreram sob os escombros, Maurício Lima, 51 anos e Raimundo Brito, 59. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelos órgãos competentes, que deverão apurar as condições estruturais do imóvel e as causas do desabamento.

A morte do coiteense causou grande repercussão entre moradores da comunidade Tanque da Laje e em diferentes regiões de Conceição do Coité, onde familiares e amigos lamentaram a perda precoce do trabalhador.

Veja o momento da chegada no cemitério
Família já tinha passado por tristeza por morte trágica

A familia Evangelista já tinha sofrido forte impacto por perda de ente querido. Em março de 2020, Dário Evangelista, na epóca com 57 anos, morreu eletrocutado enquanto realizava um trabalho com solda elétrica em sua oficina no Bairro Nova Esperança.

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