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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Trecho em obras da BA-120 entre Coité e Riachão já registra seis capotamentos em apenas 15 dias; quatro ocorreram entre sexta (24) e segunda (27)

Motoristas apontam areia solta e buracos como principais causas dos acidentes; equipes de resgate fazem alerta para redução da velocidade
BA 120, trecho Coité – Riachão | Foto arquivo: Raimundo Mascarenhas 
Quem precisa trafegar pela BA-120, no trecho entre Conceição do Coité e Riachão do Jacuípe, tem enfrentado uma verdadeira prova de resistência e atenção. A combinação entre obras de recuperação da pista, trechos completamente sem asfalto, areia solta e muitos buracos já resultou em seis capotamentos de veículos em apenas 15 dias, sendo três deles registrados somente no último fim de semana e um nesta segunda-feira, 27.  

A situação mais crítica está entre o Distrito Chapada e Riachão do Jacuípe, onde boa parte do asfalto foi retirada para a execução das obras de recuperação. Sem pavimentação, a pista ficou coberta por areia solta, apontada por praticamente todos os condutores envolvidos nos acidentes como o principal fator para a perda do controle dos veículos.
BA 120, trecho Coité – Riachão | Foto arquivo: Raimundo Mascarenhas 
Já no trecho entre Chapada e Conceição do Coité, o problema muda de cenário, mas não de gravidade. Ali predominam os buracos. Em alguns pontos, o estado da pista obriga o motorista a seguir praticamente em segunda marcha, reduzindo o risco de acidentes mais graves. Porém, nos trechos em melhores condições, onde é possível desenvolver um pouco mais de velocidade, surgem buracos isolados que acabam surpreendendo os condutores. Quando não ocorre um capotamento, os prejuízos ficam por conta de pneus estourados, rodas danificadas e problemas na suspensão.  

O caso mais recente aconteceu no início da tarde desta segunda (26). Uma mulher capotu o veículo próximo a Almas, distrito de Coité vizinho a Chapada.

Segundo o comandante da Brigada Águia Resgate, Gildo Carneiro, no acidente de hoje uma mulher estava na condução do veículo e saiu ilesa do acidente. Foi o quarto registrado nos últimos 4 dias.  

No relato da ocorrência, Gildo fez um apelo aos motoristas. “Deixo aqui meu alerta a toda a população. Vai viajar entre Coité e Riachão do Jacuípe? Reduza a velocidade. Muitos buracos e areia solta na estrada.”  

Quatro capotamentos em quadro dias seguidos 
Capotamento da noite de domingo | Divulgação Águia Resgate
O terceiro, na noite de domingo, a Brigada Voluntária Águia Resgate foi acionada para atender um capotamento, ao chegar ao local, os socorristas encontraram o motorista já fora do veículo, caído ao solo. A vítima estava consciente e orientada, mas apresentava suspeita de fratura na região cervical. Após os primeiros atendimentos, foi encaminhada para a emergência do Hospital PortuguêsUnidade Regional de Conceição do Coité.
Acidente da noite de domingo
Na noite de sábado (25), uma gestante perdeu o controle da direção e desceu uma ribanceira no mesmo trecho da rodovia. Felizmente ela saiu sem ferimentos graves.

Já na manhã de sexta-feira (24), uma cirurgiã-dentista também sofreu um grave acidente após perder o controle do veículo. O carro saiu da pista, capotou diversas vezes e só parou dentro de uma fazenda às margens da rodovia.

Outros dois acidentes haviam ocorrido dias antes

O cenário de insegurança na BA-120 já vinha chamando atenção desde o fim de semana anterior, quando outros dois capotamentos foram registrados praticamente na mesma região.

Em um deles, o veículo pegou fogo após o acidente. O motorista conseguiu sair antes que as chamas consumissem completamente o automóvel, escapando por pouco de uma tragédia ainda maior.


Obras são necessárias, mas exigem mais segurança

A recuperação da BA-120 é uma reivindicação antiga dos moradores e usuários da rodovia, que há anos convivem com o desgaste do pavimento. No entanto, enquanto os serviços avançam, o trecho exige cuidados redobrados.

A sequência de acidentes em um curto espaço de tempo reforça a necessidade de uma sinalização ainda mais eficiente nas áreas em obras e da máxima prudência por parte dos motoristas. Até que a recuperação seja concluída, reduzir a velocidade pode ser a diferença entre chegar ao destino ou entrar para a estatística de acidentes que cresce a cada semana na rodovia.

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