“Existem alguns estudos que demonstram aumento na ocorrência desses eventos na magnitude de até 17%”, afirmou João Ricardo, citando pesquisas sobre eventos cardiovasculares em períodos eleitorais.
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| Foto: Reprodução |
A sequência de ocorrências preocupa moradores, mas somente a investigação de cada caso poderá esclarecer as causas das mortes e se existe alguma relação entre elas.
Estresse emocional pode desencadear eventos cardíacos
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| Cardiologista João Ricardo |
“Existem alguns estudos que demonstram aumento na ocorrência desses eventos na magnitude de até 17%”, afirmou João Ricardo, citando pesquisas sobre eventos cardiovasculares em períodos eleitorais.
Calor intenso também exige cuidados
As altas temperaturas podem sobrecarregar o organismo, favorecer a desidratação e aumentar os riscos cardiovasculares.
O médico citou uma metanálise baseada em 266 estudos que identificou associação entre o aumento da temperatura e a ocorrência desses eventos.
“O aumento da temperatura ambiente em 1 grau Celsius pode elevar até em 2,1% o risco e a frequência de eventos cardiovasculares, incluindo também a morte súbita”, explicou.
A recomendação é manter a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e redobrar os cuidados durante ondas de calor.
Quais são as possíveis causas de morte súbita?
Entre as possíveis causas estão infarto agudo do miocárdio, arritmias graves, doenças do músculo cardíaco, embolia pulmonar, dissecção aguda da aorta e alguns tipos de acidente vascular cerebral (AVC).
O cardiologista também destacou a miocardiopatia hipertrófica, condição que pode estar associada à morte súbita em pessoas jovens.
Infarto pode apresentar sinais de alerta
Embora alguns eventos ocorram sem sintomas prévios, outros podem ser precedidos por manifestações confundidas com problemas menos graves.
“Muitas vezes, existe alguma manifestação, algumas semanas ou dias antes, como um mal-estar, por exemplo, um desconforto torácico que muitas vezes é confundido como refluxo ou gases”, alertou o médico.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Dor, pressão ou desconforto no peito; Falta de ar;
- Tontura ou desmaio;
- Suor frio;
- Mal-estar incomum;
- Queimação ou desconforto semelhante à azia.
Em caso de dor ou pressão no peito, falta de ar intensa, suor frio ou desmaio, é fundamental procurar atendimento de emergência imediatamente.
Quem tem maior risco?
Os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares são idade avançada, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar.
“Os fatores de risco mais conhecidos e clássicos para a doença cardiovascular são a idade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, tabagismo, colesterol alto, obesidade, sedentarismo e histórico familiar”, destacou João Ricardo.
Pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas precoces devem informar essa condição ao médico e manter acompanhamento periódico.
Como prevenir problemas cardíacos?
Para reduzir os riscos, o cardiologista recomenda manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e acompanhar a pressão arterial, a glicose e o colesterol, seguindo corretamente os tratamentos prescritos.
Durante períodos de calor intenso, é importante reforçar a hidratação e evitar esforços físicos excessivos nos horários mais quentes.
O acompanhamento médico regular é fundamental para identificar alterações precocemente e prevenir complicações.
Por Rafaela Rodrigues | Raízes Notícias












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