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sábado, 17 de outubro de 2026

Território do sisal sofre com falta de água e comida para os animais

Diante dessa circunstância, prefeituras vêm amenizando o sofrimento do homem do campo distribuindo água potável para o consumo humano e animal
Foto: Pedro Oliveira
Em razão da insuficiência de chuvas na região semiárida da Bahia, especialmente no Território de Identidade do Sisal, que abrange 20 municípios, o segmento agrícola vem enfrentado sérias dificuldades devido à prolongada seca que impacta as fontes de água e os campos nesta parte do estado. Diante dessa circunstância, prefeituras vêm amenizando o sofrimento do homem do campo distribuindo água potável para o consumo humano e animal. Outra dificuldade enfrentada pela população ruralista tem sido a falta de alimentos para os animais, devido as pastagens terem sido dizimadas pelo sol escaldante que cai sobre a região.


A degradação das pastagens e a escassez de água em diversas áreas do município de Conceição do Coité são evidente devido sol escaldante que incide sobre a comunidade. Uma das ilustrações da falta de alimentos para os rebanhos ocorre na populosa região do distrito de Salgadália, sentido à cidade de Araci. Com o solo esturricado nessa região, não é possível avistar uma única folha verde de capim e nem nas arvores. O que se observa de verde são as resistentes folhas do sisal que estão começando a murchar, e o mandacaru, que têm sido utilizados para a alimentação dos animais.

Água e comida  
A condição do município de Barrocas é semelhante às outras áreas que fazem parte da região. De acordo com o pipeiro Rubem do Ônibus, o prefeito Almir de Maciel, vem atendendo os moradores da zona rural, especialmente nas áreas que não possuem sistema de abastecimento de água, fornecendo o vital recurso para o consumo humano e animal. A falta de alimentos para os animais é o que mais preocupa os pequenos agricultores do município. Devido à falta de chuvas durante o inverno, as pessoas que dependem da agricultura familiar não conseguiram colher quase nada neste ano.   

Com uma área física de 2.011 km² e uma população de 27.490 habitantes, o município de Queimadas, situado no território do sisal a 300 quilômetros de Salvador, enfrenta uma seca severa. Para suprir as necessidades dos moradores da zona rural, a prefeitura utiliza 12 carros-pipa, oferecendo água potável aos moradores do campo, o que totaliza 735 viagens/mês, ou aproximadamente 25 por dia. 

De acordo com Bruno Fonseca, chefe de gabinete da prefeitura, caso a situação persista, o prefeito Ricardo Lopes, poderá aumentar a quantidade de carros a qualquer momento. Ele também mencionou que a situação só não é mais crítica porque o município é banhado pelo rio Itapicuru, que possui várias barragens de perenização ao longo de seu curso, assegurando água continua. Além da agricultura familiar, Queimadas, também se destaca na produção agropecuária, com grande potencial na bacia leiteira.

Por meio do decreto de número 719/2026, divulgado no início deste mês, no Diário Oficial do Município o prefeito de Ichu, José Gonzaga Carneiro (PSD), declarou a comunidade em situação de emergência por um período de 180 dias, devido à falta de chuvas que tem secado as reservas hídricas e causado danos significativos nas lavouras da agricultura familiar e nas pastagens. Isso inclui a destruição da flora e da fauna provocada pelo intenso sol escaldante que afeta a região. Uma outra medida em ação que pode ser implementada pela administração municipal em breve envolve o registro dos transportes de água para conseguir autorização para acessar os reservatórios de Cachimbo e Queimada do Meio para a capitação de água. 

Por: Pedro Oliveira | Tribuna da Bahia

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