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quarta-feira, 14 de março de 2018

Riachão: Sem salários, médicos decidem pedir demissão coletiva do agora ex- Hospital Municipal

Desestimulados com a persistência dos atrasos salariais, os médicos do antigo Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe decidiram entregar nesta quarta-feira (14) uma carta de demissão coletiva à empresa gestora, o Instituto de Saúde e Assistência Social (ISAS). O mês de fevereiro não foi pago a ninguém e uma parte dos médicos também está sem receber janeiro. Cópia da carta será entregue à prefeitura e a parlamentares do município.
Os profissionais deram um prazo até amanhã de sábado (17) para que os gestores apresentem uma garantia de que os pagamentos serão regularizados e o fornecimento de medicamentos e insumos não sofra interrupção. A ausência de antibióticos, por exemplo, prejudica seriamente o tratamento dos pacientes. Diante destes problemas e da indiferença da empresa gestora, os profissionais relutam, inclusive, em assumir os plantões, num clima de total insatisfação.

Em meados de janeiro, uma mobilização dos médicos chegou a provocar um recuo na disposição dos gestores em cortar postos de trabalho e reduzir salários. Numa reunião com os profissionais, representante do ISAS se comprometeu a regularizar o pagamento salarial e o repasse de insumos do hospital. Contudo, a palavra não foi cumprida e os médicos não encontraram outra forma de cobrar melhorias e de protestar senão pedindo demissão coletivamente.

Serviços pioraram
Construído pelo ex-prefeito Valfredo Matos na década de 1990, o Hospital Municipal, que já foi referência no atendimento a toda região, na atual gestão foi entregue ao Instituto de Saúde e Assistência Social (ISAS) sob a alegação de que tudo ficaria melhor. Na Câmara, vereadores governistas defenderam arduamente o projeto, apesar dos protestos e desconfiança por parte da maioria da população.

Passados alguns meses, além da crise de pagamento dos médicos, algumas pessoas que já receberam atendimento no hospital têm dito que “tudo no hospital passou a ser regrado”. Enfim, a população ainda não digeriu a privatização.

As informações são do Sindimed-Ba

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