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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Conheça os ichuense que trabalham de forma digna como vendedores ambulantes

O emprego formal que é escarço em grandes metrópoles, se torna algo praticamente impossível em cidades pequenas onde muitos acabam buscando outras alternativas para sobreviver, e claro, sustentar de forma digna a família. 

Na cidade de Ichu por exemplo, um grupo de autônomos fazem esse papel de excelência. São vendedores ambulantes que todos os dias saem debaixo de sol e chuva para conseguir o seu trocado, permitindo com isso, levar o pão de cada dia para dentro de casa.

Com uma bicicleta adaptada com bagageiro e três recipientes com lanches e sucos, Gerson Freitas Araújo, 46 anos, fatura cerca de R$ 120 (cento e vinte reais) por dia vendendo lanches pelas ruas da cidade de Ichu. Desse valor, segundo Gerson, é que ele tira sua margem de lucro, o qual não quis revelar à reportagem. 
Há quase 4 anos neste ramo o vendedor ambulante ressalta que faz tudo com muito amor e que trabalha de segunda a sábado até o meio dia. "Não existe aquela história de 'falta de oportunidade,' para aqueles que realmente querem trabalhar, o que falta em muitos por aí, é a coragem de correr atrás e conseguir o seu trocado", lembrou ele.
Outra guerreira que foi encontrada pela reportagem pelas ruas de Ichu, trabalhando de forma digna e honesta, foi Edna dos Santos Silva de 37 anos. Flagrada vendendo Salada de Frutas no dia da reportagem, ela ressalta que também vende geladinho nos dias de sol e calor. 
Conforme Edna, todos os dias, de domingo a domingo, ela pega seu produto, coloca na bicicleta e segue em busca do seu sustento. Ela conta que o lucro não é dos melhores, mas dá para tirar seus R$ 30,00 (em média) ao fim da jornada que vai até a tardezinha.

Um pouco mais a frente encontramos Getúlio Ferreira de Oliveira, 49 anos, conhecido na cidade como TÚLIO LANCHE. Getúlio é vendedor ambulante há 35 anos e lembra que começou neste ramo quando tinha 14 anos de idade, época em que comercializava pirulito.
Ele afirmou ao Ichu Notícias que trabalha o dia todo de segunda a sexta-feira em parceria com a mãe e às irmãs, onde o lucro do lanche fica para elas e o do suco fica com ele, o que lhe rende em torno de 30 reais por dia.

Roberto Sandro Almeida Silva de 44 anos, conhecido como Sandrinho, também consegue sustentar a família trabalhando dignamente como vendedor ambulante, ele aproveita o tempo de calor para comercializar Picolé.
Segundo ele, nos dias de chuva ou em época de inverno que o tempo é frio, não é possível lucrar na venda do picolé, sendo aproveitado apenas as épocas do calor, principalmente nos eventos que ocorrem na região, onde as vezes consegue faturar até R$ 60,00 (sessenta reais) em um único dia. 

Casado e pai de uma filha de 18 anos Sandrinho conta que essa não é a única fonte de renda e que também trabalha na roça como lavrador ou como ajudante de pedreiro para complementar a renda. "Em época de chuva por exemplo, temos que buscar outras formas de ganhar o pão, aí eu aproveito para trabalhar como lavrador nas fazendas ou até mesmo como ajudante de pedreiro, o importante é trabalhar, pois gosto de tudo que eu faço", concluiu ele.

Olha o pão! 
Ao falar dos guerreiros ambulantes não podemos esquecer do vendedor de pão, aquele que logo cedo e ao final da tarde passam de rua em rua oferecendo o seu produto, muitas das vezes com a clientela já esperando na frente de casa.
Um desses é Adgilson Santos Soares (Gaguinho) de 41 anos que aprendeu a gostar dessa profissão bem antes de ser chamado no concurso público da prefeitura municipal de Ichu. Ele gostou tanto que mesmo passando a ser um servidor público do município atuando como Gari, continuou levando o pão de cada dia para a mesa da população, porém apenas nos finais de tardes.

Gago do pão como passou a ser chamado após assumir este oficio, informou a reportagem que o lucro que gira hoje em torno de R$ 23,00 por dia não é mais o principal objetivo dessa labuta, mas sim o amor que pegou por este trabalho digno e que antes foi a principal fonte de renda para o sustento da sua família.

Não são apenas os citados na reportagem, existem ainda outros guerreiros, aqueles vendedores de coentro, alface, legumes em geral, até mesmo aqueles que vendem o leite de porta em porta, todos merecem nosso respeito e nossa admiração por movimentar a nossa economia local. Mesmo não tendo um registro formal, eles contribuem para o desenvolvimento da pequena cidade de pouco mais de 6 mil habitantes. 

PARABÉNS A TOD@S!
Redação Ichu Notícias

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