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quinta-feira, 29 de junho de 2023

Morre segunda vítima de descarga elétrica em Senhor do Bonfim

Marcos Vinicius da Silva Leal, de 22 anos, estava internado no Hospital Regional de Bonfim desde o dia do acidente, em 20 de junho. Corpo foi retirado de velório pelo DPT.
Morreu
, nesta quarta-feira, 28, em Senhor do Bonfim, a segunda vítima da descarga elétrica que aconteceu durante uma instalação de postes (relembre). Marcos Vinicius da Silva Leal, de 22 anos, estava internado no Hospital Regional de Bonfim desde o dia do acidente, em 20 de junho.

Marcos Vinicius e um outro homem ficaram gravemente feridos e, por isso, foram internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. O segundo ferido, Jivanildo de Jesus Costa, de 47 anos, segue internado.

Oito homem foram atingidos pela descarga durante a instalação dos equipamentos. Um deles, Tarcísio Domingos de Souza, de 19 anos, morreu na hora; outros cinco tiveram ferimentos leves e foram levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ficaram em observação e foram liberados.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou procedimento para apurar o acidente, já que os homens trabalhavam em uma obra da cidade quando sofreram a descarga elétrica. Em nota, o órgão informou que os profissionais não utilizavam equipamentos de proteção e provavelmente não tinham capacitação para lidar com os riscos inerentes ao trabalho com corretes elétricas.

A Coelba informou que a responsabilidade de implantação e operação da instalação dos postes não é da empresa. A distribuidora relatou que a "descarga foi provocada devido à aproximação indevida de uma estrutura metálica com a fiação".

Corpo da vítima é retirado de velório pelo DPT
O corpo de Marcus Vinicius da Silva Leal, de 22 anos, segunda vítima fatal de uma descarga elétrica enquanto trabalhava em Senhor do Bonfim, a 240 km de Serrinha, foi retirado do próprio velório que acontecia na casa de sua família nesta quarta-feira (28). O motivo é que o Hospital Dom Antônio Monteiro (HDAM), onde Marcus estava internado, liberou o corpo para sepultamento sem antes encaminhá-lo para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A família já estava velando o corpo quando equipes do DPT chegaram no imóvel e retiraram o corpo junto ao caixão para realizar perícia. Segundo o DPT, a guia para remoção foi emitida por volta das 11h. Não há previsão para uma nova liberação do corpo.

O Hospital não explicou como o corpo foi liberado para sepultamento antes de passar por perícia. Em caso de morte não natural, o corpo precisa passar por exame necroscópico para determinar a causa da morte. Sérgio França, diretor do HDAM, informou que a Fundação Fabamed, que administra a unidade médica, irá se posicionar posteriormente por meio de nota.

Segundo Antônio, padrasto de Marcus Vinicius, desde o dia 21 de junho, os médicos informaram à família que havia suspeita de morte encefálica. No dia seguinte, outra médica disse à família que iria iniciar o protocolo para confirmar a morte, mas que havia a necessidade de uma equipe especializada para atestar o óbito. No sábado (24) os médicos confirmaram a morte e a família foi consultada sobre a doação de órgãos.

Já no domingo (25), o padrasto da vítima disse que pediu ajuda do prefeito da cidade e só depois disso Marcus foi incluído na regulação para ser atendido em uma unidade com equipe especializada.

"O médico que toda vez batia na tecla que não era perito, que não podia afirmar que ele estava morto, fez os testes e confirmou a morte. Na terça (27), quando começou a falar em prefeito, falar em rádio, falar em rede social, o médico do dia para a noite virou perito e declarou a morte de Marcus. Informaram a irmã dele 23h30 e quando deu 1h da madrugada entregaram o corpo na casa sem fazer autópsia", lamentou Antônio.

O parente da vítima reclamou ainda da falta de fiscalização no local do acidente, onde Marcus foi eletrocutado. "Ele fazia serviço de ajudante de pedreiro, passou para pedreiro, pintor e agora morreu como eletricista, recebendo R$50. Os culpados têm que aparecer", concluiu.


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