Indiciamento foi confirmado nesta quarta-feira (1°). As investigações apontam que a suspeita teria aproveitado a função que exercia na empresa, em Feira de Santana, para enviar links falsos de pagamento a clientes.
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| Foto: Ascom | Polícia Civil da Bahia |
De acordo com a PC, a investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), ligada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), durou cerca de 11 meses. Ao fim do inquérito, a ex-funcionária da clínica foi indiciada pelo crime de estelionato em continuidade delitiva. Ela não foi presa.
As investigações apontaram que a mulher teria aproveitado a função que exercia na empresa e a confiança dos pacientes para enviar links falsos de pagamento a clientes que contratavam procedimentos médicos e estéticos.
Ainda conforme a polícia, para receber os valores, a mulher teria criado uma empresa de fachada chamada "Clínica Geral" e cadastrado uma máquina de cartão vinculada ao negócio. Com isso, os clientes acreditavam que estavam pagando diretamente à clínica, mas os valores eram depositados em contas controladas pela investigada, por meio de transferências via Pix ou pagamentos em cartão de crédito.
A clínica oferece serviços nas áreas de estética facial e corporal, cirurgia plástica da face, rinoplastia, harmonização facial, reabilitação oral, tratamentos odontológicos e procedimentos de otorrinolaringologia, entre outros.
Durante a apuração, a Polícia Civil realizou oitivas de vítimas e testemunhas, análise de documentos e comprovantes de pagamento, além de relatórios de inteligência e da movimentação financeira da investigada. Segundo a PC, foi identificada uma movimentação bancária considerada incompatível com a renda declarada pela mulher, reforçando os indícios da prática criminosa.
Com a conclusão do inquérito, a investigada foi formalmente indiciada por estelionato, em continuidade delitiva, devido à repetição das fraudes contra dezenas de vítimas ao longo do período em que trabalhou na clínica. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.











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