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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Junho de 2018 foi o mais violento dos últimos anos em Feira de Santana

Entre as vítimas de homicídios estão quatro mulheres e seis menores de 18 anos.
Junho deste ano foi considerado o mais violento de todos em Feira de Santana, em comparação aos meses de junho de anos anteriores. Com 46 homicídios e três latrocínios (roubo seguido de morte), foram registrados 49 mortes violentas, além de quatro mortes em decorrência de ação policial. Entre as vítimas de homicídios estão quatro mulheres e seis menores de 18 anos – todos foram mortos a tiros.
O delegado Fabrício Linard, titular da Delegacia de Homicídios, atribuiu esse índice tão elevado ao final de semana dos dias 16 e 17 de junho, quando a Polícia Civil registrou 17 homicídios e o latrocínio que  teve como vítima o policial militar Wagner Silva Araújo, de 27 anos. 

“Desde a criação da delegacia de Homicídios em Feira de Santana, nunca tivemos um mês de junho com tantas ocorrências, mas imputamos esse número exorbitante de homicídios ao fato do final de semana dos dias 16 e 17, quando tivemos 18 mortes violentas em Feira de Santana. Se a gente subtrair esses 18 assassinatos, imaginando que não teríamos nenhum homicídio naquele final de semana, teríamos um número dentro da realidade de Feira de Santana, com 28 ocorrências. Não é impossível imaginar um fim de semana sem homicídios, pois neste último fim de semana só tivemos um registro na cidade”, observou.

Segundo o delegado, por conta do número alto de homicídios em dois dias, a DH está tendo o apoio de investigadores de Salvador. 

“Os homicídios fugiram da realidade de Feira de Santana, então não temos uma delegacia preparada para investigar 18 homicídios simultaneamente. Normalmente temos três a quatro homicídios no fim de semana, então desde o dia 18 de junho recebemos equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Salvador para nos auxiliar nas investigações e já temos um bom avanço no esclarecimento dos homicídios”, afirmou.
Bairros onde ocorreram assassinatos em junho de 2018:
Número de assassinatos registrados em áreas das Companhias Independentes da Policia Militar (CIPMs)
64ª CIPM: 05 assassinatos
65ª CIPM: 06 assassinatos
66ª CIPM: 21 assassinatos
67ª CIPM: 17 assassinatos 


Policiamento reforçado 
O comandante do Policiamento Regional Leste (CPRL), coronel Luziel Andrade, destacou ao Acorda Cidade que a mancha criminal é dinâmica e apresenta muitas variáveis, mas que o policiamento está intensificado. 

“Tivemos um mês de junho atípico, pois vínhamos em redução nos três últimos meses. A primeira semana de junho foi bastante complicada e depois veio uma semana que teve a morte de um policial seguida de 18 homicídios em um fim de semana. Isso complicou bastante. Até o mês de maio fechamos com redução de 8%. O crime é dinâmico, as variáveis são muitas. Normalmente o mês de junho não tem um número alto de homicídios, mas também tivemos um aumento grande em Alagoinhas, e em Rio Real, e essas três cidades fizeram com que toda a região leste caísse em demasia na sua estatística”, explicou.  

O coronel destacou também a mudança nos comandos das Companhias Independentes da Polícia Militar e que novas as estratégias estudadas estão sendo colocadas em prática. 

“O remédio que temos é trabalhar e não desistir. Agora tivemos um final de semana prolongado com muitos problemas de assaltos, as viaturas se fizeram presentes, com varias prisões. [O mês de julho já começa com cinco Crimes Violentos Letais Intencionais em apenas dois dias] e estamos intensificando nosso policiamento. Teve a mudança dos comandos das nossas companhias e vamos colocar em prática estratégias novas para combater o crime em alguns bairros. Além disso, vamos utilizar uma base móvel com a permanência maior em alguns bairros e a presença da Rondesp. Vamos continuar trabalhando em parceria com a Polícia Civil no trabalho de investigação”, ressaltou. 

Andrea Trindade e Daniela Cardoso - O levantamento foi feito pelo repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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