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sábado, 6 de outubro de 2018

Reforma eleitoral gera prejuízos a profissionais que trabalham com divulgação de campanha

Um exemplo é quem trabalha com carro de som, que nesta eleição só são permitidos rodar com a presença do candidato no veículo. 
Reforma eleitoral gera prejuízos a profissionais que trabalham com divulgação de campanha
Foto: Divulgação/ Secom Feira
As mudanças na legislação eleitoral refletiram na oportunidade que empresas e prestadores de serviços individuais tinham para ganhar dinheiro nesta época. Um exemplo é quem trabalha com carro de som, que nesta eleição só são permitidos rodar com a presença do candidato no veículo.
O publicitário Mário Roberto Sales, conhecido como Mário do Som, afirma que a mudança na lei eleitoral gerou muito prejuízo. Ele explica o que era permitido antes e o que é permitido agora para os carros de som durante o período eleitoral.
 
“Pra gente que trabalha com carro de som ficou muito ruim. Estou com seis carros parados, preparei tudo para a campanha, mas hoje o carro de som só pode rodar com o candidato no local, ele não pode fazer uma chamada no bairro hoje, por exemplo, para avisar que o candidato vai estar em tal lugar amanhã. Então hoje a gente perdeu muito. Antes a gente alugava um carro por 10 mil reais, hoje no máximo o que pagam é 5 mil reais”, afirmou.

Além do preço do aluguel, que diminuiu, Mário afirma que a procura pelo carro de som também caiu muito. Ele disse que nesta campanha política só está com um carro de som rodando. O publicitário considera também que a ascensão das redes sociais prejudicou outras mídias. Ele lembra que nestas eleições também está proibido o uso de cavaletes, pintar muro e plotagem do carro completo.

Iram Lima, que também trabalha com carro de som, disse que tem quatro carros grandes e outros pequenos, mas que nesta campanha eleitoral o valor do aluguel caiu muito, gerando prejuízos.

“Pra mim as mudanças foram ruins e me deu muito prejuízo. Já ganhei muito dinheiro trabalhando nesse ramo. Na outra eleição, por exemplo, cobrava cerca de 50 mil reais para alugar um minitrio, hoje eles querem pagar 15 mil reais”, afirmou.

Elioney Santana, conhecido como Nau Santana, dono da produtora Oficina de Música, afirma que as produtoras também sentiram o impacto das mudanças na lei eleitoral. Ele também cita as redes sociais como outro fator que impactou nos trabalhos neste período e o fato das eleições serem gerais. 
 
“As eleições municipais são diferentes das eleições deste momento. No pleito municipal tem muitos vereadores, prefeitos, então o quantitativo de candidatos é diferente. Devido à demanda ser menor nessa eleição os estúdios perderam muito. Houve também algumas mudanças na lei eleitoral e as demandas diminuíram. Hoje carro de som só é permitido em carreata, passeata e com o candidato e tem a medição de decibéis, e isso afetou os produtores de estúdio. Além disso, a gente vive uma era digital, então as pessoas estão investindo mais nas redes sociais com a imagem do político e o jingle vai ficando de lado”, analisou.
Segundo Nau Santana, o valor de um jingle varia entre 500 e 10 mil reais. Ele lembra que essa é uma das peças publicitárias de maior impacto durante uma campanha política, mas ainda assim, tem perdido muito espaço.

“O jingle fala um pouco do candidato de forma musical. Um jingle bem elaborado eleva o nome do candidato, mas essa peça também mudou, já que não pode ser usado em carro de som na rua como acontecia antes. As pessoas estão usando agora apenas nas redes sociais e nos clipes do candidato”, afirmou.

Daniela Cardoso com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

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