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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Brasil deve enviar pelo menos seis toneladas de mantimentos ao Líbano

O governo brasileiro pretende enviar a Beirute, no Líbano, na próxima quarta-feira (12), pelo menos seis toneladas de alimentos, insumos e remédios.
A pedido de Bolsonaro, Temer vai chefiar missão
Os mantimentos serão transportados por uma aeronave KC-390, que acompanhará a missão humanitária brasileira ao país do Oriente Médio atingido por uma grande explosão na última terça-feira (4).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escalou para a comitiva brasileira 13 pessoas, entre políticos, empresários e militares, que serão chefiados pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).  

Na lista, estão o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Luiz Pastore (MDB-ES). 

O grupo deve chegar na quinta-feira (13) ao Líbano, onde cumprirá agenda de encontros com autoridades locais do Executivo e do Legislativo. A expectativa é de que retorne ao Brasil na sexta (14).  

O KC-390 transportará também ventiladores pulmonares, máscaras cirúrgicas, kits de primeiros-socorros e material de construção, além de ao menos 500 cestas básicas e meia tonelada de medicamentos e equipamentos doadas pela Câmara de Comércio Brasil-Líbano.  

Já a comitiva será transportada em uma segunda aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira), que deve levar também 16 médicos e enfermeiros voluntários para atuar no país. Segundo assessores presidenciais, navios de carga serão enviados ao Líbano com cerca de 4.000 toneladas de cereais. 

"As relações entre o Brasil e o Líbano são afetuosas e profundas. Hoje, há mais libaneses no Brasil do que no Líbano. O Brasil faria isso por qualquer país, mas a comunidade libanesa tem muita importância no país", disse Skaf à reportagem.  

Nesta segunda, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou a renúncia do governo. A decisão ocorre seis dias após a megaexplosão que destruiu metade de Beirute e deixou ao menos 220 mortos.

Por Gustavo Uribe e Ricardo Della Coletta | Folhapress

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