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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Suspeito de matar professora no oeste da Bahia usou dedos da vítima para sacar R$ 18 mil em banco de Serrinha

O crime aconteceu no dia 7 de junho deste ano. A professora aposentada foi encontrada morta dentro do banheiro da própria casa, no centro da cidade, enrolada em um lençol
A investigação sobre a morte da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, assassinada em Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia [relembre o crime], apontou que um dos suspeitos usou os dedos da vítima para realizar saques bancários na agência do Banco do Brasil, em Serrinha.


Segundo a Polícia Civil, quatro saques que totalizaram R$ 18 mil foram identificados após a quebra do sigilo bancário da vítima. Três deles teriam sido realizados por Cristiano Machado de Oliveira, um dos suspeitos presos. Uma quarta tentativa não foi concluída porque, conforme a polícia, os dedos da vítima já estavam em avançado estado de decomposição.

O crime aconteceu no dia 7 de junho deste ano. A professora aposentada foi encontrada morta dentro do banheiro da própria casa, no centro da cidade, enrolada em um lençol. O corpo foi localizado por familiares, que estranharam o desaparecimento da vítima.
Vivaldina foi encontrada envolta em um lençol, apresentando lesões aparentes na
região da cabeça e das costas, dentro do banheiro da casa onde morava
De acordo com a Polícia Civil, Vivaldina foi asfixiada e depois atingida por golpes de faca. Os dedos dela teriam sido arrancados para permitir a realização de operações bancárias por meio de biometria. Ela também teve cartões bancários, o celular e outros objetos roubados. As investigações apontaram que o suspeito ainda usou os cartões e as senhas da vítima para realizar saques na cidade de Barreiras. O celular chegou a ser vendido.

Cobiça por suposto quarto secreto teria motivado crime

De acordo com o delegado Leandro Mendes Júnior, a cobiça por um suposto quarto secreto teria motivado o crime. A afilhada da vítima, Maria Eunice Leite de Souza, de 42 anos, teria dito aos envolvidos que Vivaldina mantinha um cômodo trancado onde poderia guardar dinheiro e joias.

Segundo a Polícia Civil, Maria Eunice levou o marido, João de Souza Andrade, de 35 anos, e o genro, Cristiano Machado de Oliveira, de 26, até a casa da aposentada sob o pretexto de realizar uma obra no imóvel. A filha de Maria Eunice, Vitória Souza dos Santos, de 23 anos, também foi presa por suspeita de envolvimento no crime.
A afilhada Maria Eunice (à esquerda) contou aos envolvidos que a madrinha guardava dinheiro
e joias. A informação despertou o interesse do grupo, que passou a planejar o roubo
No início das investigações, um sobrinho de Vivaldina também chegou a ser preso após ser citado por Cristiano. Ele, no entanto, foi solto cerca de 24 horas depois. Conforme a Polícia Civil, a apuração comprovou que o homem não teve participação no crime.

“Vivaldina era uma pessoa bastante querida e a cidade ficou chocada com a barbaridade que fizeram com ela”, afirmou o delegado. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. 

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