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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Com 83,9 milhões de títulos, 53% do total, eleitorado feminino ainda é o maior do país

Como as mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro, os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram neste mês discursos voltados às eleitoras em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais.
Eleitores comparecem para votação no segundo turno das eleições de 2024 em São
Paulo - imagem de arquivo — Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O eleitorado feminino segue como maioria dos brasileiros que devem ir às urnas em outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados na última segunda-feira, dia 20 de julho de 2026.

Evolução do eleitorado feminino no Brasil, segundo o TSE; mulheres são
maioria entre os eleitores — Foto: Arte/g1
Ao todo, 83.877.126 mulheres estarão aptas a votar — número que corresponde a 52,84% do total nacional.  

O crescimento foi de 1.503.962 eleitoras – 1,83% em relação às últimas eleições gerais, de 2022.  

Este número, de quase 84 milhões, de eleitoras revela quem está com a situação regularizada e poderá comparecer às urnas no primeiro turno, 4 de outubro, e num eventual segundo turno, dia 30 do mesmo mês.  

Evolução do eleitorado feminino no Brasil 

ANO       QUANTIDADES DE ELEITORES  

2026                   83.877.126  

2022                   82.373.164  

2018                  77.339.897  

2014                  74.459.424  

*Informações de TSE  

Já o eleitorado masculino passou de 74.044.065, em 2022, para 74.845.001, em 2026, crescimento de 800.936 eleitores, ou 1,08%.  

Disputa pelo eleitorado feminino
Como as mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro, os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram neste mês discursos voltados às eleitoras em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais.  

O assunto ganhou força depois de uma crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A ex-primeira-dama divulgou vídeo em que relata ter sido desrespeitada pelo enteado em discussões políticas do PL.  

A crise na família do ex-presidente Jair Bolsonaro refletiu entre os eleitores, segundo a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (15). Levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial e Flávio com 28%.  

Este mesmo estudo revela que 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com a ex-primeira-dama no desentendimento com o enteado. Outros 18% concordam mais com Flávio.  
Após decisão sobre prisão domiciliar de Bolsonaro, Flávio chama Moraes de "sem alma"
em evento do PL no Espírito Santo — Foto: Fernando Madeira/Rede Gazeta
Na quinta (16), o senador lançou o plano “Brasil por Elas”, conjunto de propostas voltadas ao público feminino, e afirmou que a defesa das mulheres é “uma pauta da direita”.  

O presidente Lula defendeu recentemente o aumento da pena para o crime de feminicídio.  

Neste terceiro mandato, o petista sancionou a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e iniciou o governo com número recorde de 11 ministras. Após as trocas ministeriais de abril de 2026, mulheres passaram a ocupar 8 pastas.  

Ao longo da gestão, Lula foi cobrado por entidades de mulheres negras e juristas por não indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal. No atual mandato, os três nomes escolhidos para vagas no Supremo foram homens.  

Voto obrigatório  
No Brasil, o voto é obrigatório para os maiores de 18 anos e optativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e para os maiores de 70 anos.  

A pessoa que faltar no dia do pleito tem as seguintes opções:  
  • justificar a ausência no aplicativo e-Título no dia da eleição, sem necessidade de apresentar qualquer documento; 
  • quem justificar, no prazo de até 60 dias após a data do pleito, não precisará pagar multa. Mas terá de preencher um formulário e entregá-lo no cartório eleitoral; 
Passados 60 dias depois da data da eleição, uma multa será cobrada, por turno, para que o eleitor regularize sua situação na Justiça Eleitoral. O valor da punição vai ser definido pelo juiz eleitoral.  

O TSE explica que a multa varia entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% do valor da base de cálculo, R$ 35,13. Esse valor pode ser aumentado em até dez vezes, com base na situação econômica do eleitor. Quem declarar estado de pobreza, ficará isento do pagamento.  

O eleitor que deixar de votar nem justificar ausência em três eleições consecutivas — considerando cada turno uma eleição — fica proibido de obter o passaporte e a carteira de identidade, se inscrever em concurso ou prova para ocupar cargo e função pública, e também de ser empossado.  

Por Sara Curcino, TV Globo — Brasília | Extraído do g1

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