Ele confirmou que teve R$ 14 mil dólares apreendidos em casa: 'Tem recibo do Banco do Brasil'.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como política a investigação que o levou a ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (18) e resultou na imposição de medidas restritivas por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele colocou uma tornozeleira eletrônica e não poderá se aproximar de embaixadas.
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| Foto: Globo News / g1 |
Bolsonaro disse ainda que as medidas contra ele são uma "suprema humilhação".
A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que a "concreta possibilidade de fuga" do ex-presidente é um fator determinante para a adoção de medidas cautelares. O pedido foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por determinação de Moraes, Bolsonaro também está proibido de sair à noite, de se comunicar com outros investigados, de manter contato com diplomatas e de usar redes sociais. Ele também terá que permanecer em casa entre 19h e 7h, inclusive nos fins de semana.
Segundo Moraes, Bolsonaro agiu em conjunto com o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para interferir em processos judiciais.
A investigação apura suspeitas de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ameaça à soberania nacional. Entenda os crimes.
➡️ Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, alegando que Bolsonaro sofria uma "caça às bruxas" e fazendo ataques ao STF. Segundo Moraes, o ex-presidente confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço à própria anistia.
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| Imagem de Bolsonaro após colocar a tornozeleira eletrônica na PF Foto: João Raimundo/ TV Globo |
Em entrevista à imprensa, Bolsonaro negou que sabia sobre o pen drive. "Nunca abri um pen drive na vida", afirmou.
Bolsonaro confirmou a apreensão do dinheiro e disse que tem recibo do Banco do Brasil.
💰 Ter dinheiro vivo em casa não é ilegal, mas valores superiores a US$ 10 mil devem ser declarados à Receita Federal ao cruzar fronteiras.
A defesa do ex-presidente declarou que recebeu as medidas com “surpresa e indignação”, e que Bolsonaro sempre cumpriu as determinações da Justiça. O senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro também reagiram, acusando o ministro Alexandre de Moraes de “abuso” e “ódio político”.
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