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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Conceição do Jacuípe: desaparecimento de jovem e morte de amiga podem ter relação com o tráfico, diz delegado

A Polícia Civil de Conceição do Jacuípe prossegue com as investigações para elucidar o desaparecimento da jovem de 24 anos Jéssica Brito da Silva, que saiu de casa desde o dia 17 de fevereiro com a amiga Raiane dos Santos Nóbrega Oliveira, e não retornou mais, e a execução de Raiane, morta a tiros na madrugada da última quinta-feira (23), mesmo dia em que prestou depoimento sobre o desaparecimento de Jéssica.
De acordo com o delegado Jean Souza, titular da Delegacia de Homicídios de Conceição do Jacuípe, os dois casos podem estar intimamente relacionados, e a polícia trabalha com a hipótese de que ambos tenham como autores as mesmas pessoas.

“As investigações estão em curso e temos algumas linhas de investigação já sendo apuradas, para chegar aos autores do crime. Acredita-se muito na relação de um com o outro porque a Raiane, que veio a ser executada dentro da casa, era testemunha e estava sendo ouvida sobre o desaparecimento de Jéssica. Em razão disso, estamos trabalhando como se os autores fossem as mesmas pessoas, e vamos lutar com tudo o que pudermos para identificá-los e fazer as prisões desses criminosos”, informou o delegado.

Segundo o delegado, antes de ser assassinada, Raiane testemunhou na delegacia. Ela teria mentido ao informar que no dia do desaparecimento deixou Jéssica na rodoviária com um homem, que também já foi ouvido pela polícia.

“Ela informou que tinha deixado Jéssica na rodoviária com um indivíduo, e ele já foi ouvido. Ele narrou que estava em Feira de Santana e verificamos todas as situações narradas por ele e constatou-se que ele estava com outras pessoas no horário indicado por Raiane. Então ela tinha mentido. Eu iria pedir a prisão preventiva de Raiane, tendo em vista que ela faltou com a verdade no depoimento. Contudo ela foi morta antes que a gente pudesse fazer as investigações”, explicou Jean Souza.
 
Tráfico de drogas
O delegado Jean Souza afirmou ainda que existe a suspeita de que os crimes estejam ligados ao tráfico de drogas.

“Eu acredito que possam ter participações de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas porque a Jéssica estava andando com pessoas de má índole, que são usuárias de drogas, e possivelmente pode ter se envolvido com alguém ligado ao tráfico. Em razão disso, houve o desaparecimento da mesma e o óbito de Raiane. Essa pessoa tentou impedir que Raiane contasse a verdade sobre com quem Jéssica ficou na noite que desapareceu”, disse o delegado.

Ele acrescentou que os autores da morte de Raiane invadiram a casa dela pelos fundos. Eles estavam usando capuz e luvas, tinham prática de execução e pareciam profissionais. Sobre a possibilidade de encontrar Jéssica viva, Jean Souza destacou que a polícia espera sempre o melhor.

“As circunstâncias são graves, e a gente vê essa execução de Raiane como uma demonstração de que pode ter acontecido algo grave com Jéssica, mas vamos continuar com as investigações sobre o que aconteceu”, ressaltou.

Laiane Cruz com informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade.
 
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