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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vice-prefeito diz que governador precisa cumprir promessa e construir novo hospital geral de Feira

"É algo que foi compromisso do governador do estado, mas está faltando menos de 300 dias para a eleição e, a essa altura, parece que não vai sair", criticou.
O vice-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (PMDB), cobrou uma promessa de campanha do governador Rui Costa (PT): a construção do novo hospital geral de Feira de Santana. Em entrevista ao Acorda Cidade, nesta sexta-feira (15), o peemedebista ressaltou que o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA)não suporta mais a grande demanda.
 
“O Clériston foi feito em 1985 e já não mais suporta a pressão. Na época, Feira de Santana tinha em torno de 300 mil habitantes, a região toda não chegava a 600 mil e, hoje, só Feira tem 624 mil habitantes, a região está muito maior e o hospital está permanentemente lotado”, constatou.

Colbert acredita que as reformas que estão sendo feitas no HGCA - que terá a maternidade transferida, na próxima terça-feira (19), para o Hospital Estadual da Criança (HEC) e, com isso, a criação de novos leitos - não vão resolver o problema. Ele lembra que a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída pelo governo também não conseguiu diminuir a demanda excessiva de pacientes para o Clériston, assim como as policlínicas municipais. “O que Feira precisa é um novo hospital de emergência. É algo que foi compromisso do governador do estado, mas está faltando menos de 300 dias para a eleição e, a essa altura, parece que não vai sair”, criticou.

O vice-prefeito comparou a necessidade de Feira a Lauro de Freitas, onde o governo acabou de dar ordem para a construção do hospital metropolitano, em que serão investidos R$ 150 milhões. Colbert considera um bom investimento e ressalta que assim como Lauro precisa, Feira também. Observa ainda que há diversos outros hospitais relativamente próximos do hospital metropolitano, a exemplo do Hospital Menandro Farias, 9,9 km, o Geral de Camaçari, 22 km, e o de Simões Filho, 20 km, e isso só reforça que apesar de ter o Clériston Andrade, Feira precisa de mais um equipamento do porte.

“Se é possível fazer um hospital na Região Metropolitana de Salvador e tem dinheiro para isso, por que não está fazendo um hospital geral em Feira? É preciso fazer, até por que é um compromisso e nas circunstâncias em que Feira de Santana está o hospital continuará lotado”, projetou.
Hospital Lopes Rodrigues
Colbert também criticou a possibilidade de fechar o Hospital Especializado Lopes Rodrigues. Disse que a ideia que deve ser seguida é acabar com os modelos de manicômio, o que ele também é a favor, mas de forma alguma com a urgência psiquiátrica.

“Aqueles hospitais em que se trancava a pessoa e a família ia embora, isso tem que acabar. Agora, a urgência psiquiátrica é igual a quem tem um problema no coração, uma hipertensão. Se você interna quem tem hipertensão, por que não interna quem está na fase aguda? Se quem tem um problema no coração, pulmão, fígado ou rim pode passar quatro cinco, dez dias internados, por que uma pessoa que tem um surto psicótico não pode passar oito dias internada no hospital? Acabar com Hospital Colônia, um hospital de agudos, não tem a mínima condição” frisou.

O vice-prefeito disse ainda que os Centros de Atendimento Psicossociais (Caps) não vão suprir o papel de hospitais psiquiátricos, porque funcionam com outro perfil e não têm médico à noite. “Não tem como acabar, até porque os problemas psíquicos estão aumentando muito e a terceira causa de morte entre jovens no país hoje é o suicídio”, arrematou. 

Por Orisa Gomes / Fonte: AcordaCidade

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