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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

PRF e PF desarticulam quadrilha que roubava rodas e pneus na Bahia

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Polícia Federal (PF), a Operação “Estrada Livre”, que cumpriu 07 mandados de prisão nos estados da Bahia, Sergipe e Minas Gerais. 
Os presos fazem parte de uma organização criminosa responsável por mais de uma centena de roubos a veículos de carga nas rodovias da Bahia, Sergipe, Minas Gerais e Tocantins.

Os criminosos agiam à noite ou nas primeiras horas da madrugada. Geralmente, quatro elementos fortemente armados rendiam motoristas de caminhões em postos de combustíveis ou pontos de apoio. Os alvos principais eram veículos em bom estado, pouco importando se estavam carregados ou vazios. Em seguida, o caminhão era levado para estradas de terra, onde outros membros da quadrilha faziam a retirada dos conjuntos rodas/pneus.

Uma Combinação de Veículos de Carga (CVC) comum nas rodovias como o bitrem, por exemplo, pode ter até 34 pneus, sem contar os estepes. Com a ajuda de outros integrantes da quadrilha, entre três e cinco elementos, todos os pneus da CVC eram retirados em um tempo que variava entre uma e três horas. Um caminhão baú, caçamba ou outro veículo de menor porte era usado para levar os pneus.

Cada pneu de uma carreta custa em média R$ 1.600,00, mais aproximadamente R$ 400,00 da roda ferro. Em alguns modelos, em que a roda é de alumínio, somente essa peça custa R$ 1.000,00. Assim, em cada roubo, a quadrilha gerava um prejuízo entre R$ 68 mil e R$ 88,4 mil, isso sem considerar pneus sobressalentes, rádios, demais peças, dinheiro e pertences pessoais.

Sob forte ameaça, amarrados e por vezes agredidos, os caminhoneiros tinham também subtraídos ainda os seus pertences pessoais, rádios, outras peças de fácil retirada e dinheiro.

Entre 2016 e 2017, estima-se que a quadrilha presa hoje foi responsável por 124 assaltos em rodovias da Bahia, gerando um prejuízo direto de aproximadamente R$ 6.200.000,00. Ações como essas provocam outros efeitos nocivos como atraso nas entregas, sensação de insegurança nos motoristas, encarecimento do frete, entre outros.

As rodovias onde a quadrilha mais atuava eram a BR 242 e BR 101, mas também há registros de investidas na BR 116, na BR 324 e na BR 110.

Extraída do Portal Cleriston Silva PCS

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