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sábado, 29 de dezembro de 2018

Eletrobras vende sua última distribuidora e encerra ciclo de reestruturação

A Eletrobras vendeu a última distribuidora de energia que restava na estatal nesta sexta-feira (28). A Ceal, distribuidora do Alagoas, foi vendida ao grupo Equatorial, em leilão realizado na sede da B3, em São Paulo. O grupo já havia arrematado outra distribuidora da estatal, a Cepisa, no Piauí.
Com isso, a estatal encerra um capítulo importante na reestruturação da empresa, que nos últimos dois anos se desfez de sete distribuidoras de energia, vendeu dezenas de participações em empreendimentos de geração e transmissão e fez programas de demissões voluntárias de funcionários.

Desde meados de 2016, a empresa reduziu sua alavancagem (dívida sobre a geração de caixa) de 9 vezes para quase 3 vezes, e diminuiu o quadro de empregados, seu maior custo, de 26 mil para menos de 14 mil, afirmou o presidente da estatal responsável pela reestruturação, Wilson Ferreira Júnior.  

Só nos últimos cinco meses, a Eletrobras conseguiu privatizar seis companhias: as distribuidoras no Piauí, no Acre, em Rondônia, em Roraima, no Amazonas e, agora, em Alagoas.

Todas elas foram vendidas pelo valor simbólico de R$ 50 mil. Em troca, as empresas vencedoras se comprometeram a fazer investimentos somados de ao menos R$ 6,5 bilhões nas empresas, além de aumentos de capital de R$ 2,4 bilhões nas companhias.

Com a venda, a Eletrobras também se livrou de companhias extremamente deficitárias. O prejuízo acumulado das companhias era de R$ 22,1 bilhões até 2017, segundo a estatal.

Além disso, caso não fossem privatizadas, as empresas teriam que ser extintas, o que acarretaria um custo adicional de R$ 21 bilhões.

As vendas enfrentaram dura resistência por parte dos sindicatos de funcionários da Eletrobras e de políticos, inclusive do partido do governo de Michel Temer. Historicamente, a Eletrobras esteve sob a influência do MDB, que fazia indicações de cargos nas distribuidoras.

Essa resistência política ficou clara durante a votação, no Congresso Nacional, de medidas para reduzir os passivos das distribuidoras, transferindo estes à conta de luz dos consumidores, e tornar as empresas mais atrativas à iniciativa privada.

Os sindicatos também tentaram impedir a privatização das distribuidoras com diversas ações judiciais, que geraram mais de 50 liminares -todas revertidas pelo governo.

 No caso do leilão da Alagoas houve outro entrave judicial que atrasou o leilão: um imbróglio jurídico com o governo de Alagoas que, em junho deste ano, levou a uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a venda da empresa enquanto as pendências não fossem resolvidas. A decisão foi derrubada pelo próprio ministro em novembro, dando aval à realização do certame.

Por Taís Hirata | Folhapress / Extraída do BN

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