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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sem revelar escolhas, Roger espera pressão do Vasco e projeta 'meio de campo forte'

Na última terça-feira (3), o técnico Roger Machado começou a fazer testes no provável Bahia que enfrenta o Vasco neste sábado (7), pelo Brasileirão. As dúvidas ficam entre Giovanni ou Moisés na lateral esquerda, Ronaldo ou Guerra no meio e Élber ou Arthur Caíke no lugar de Artur, que está na Seleção Olímpica.
Como de costume, o comandante tricolor não entregou o jogo durante entrevista coletiva nesta quarta (4). Apesar de não revelar, indicou a necessidade de um meio com força para segurar as investidas do Vasco, que promete atacar em busca do triunfo dentro de casa.

"Cumpre. Com outra característisca, assim como Élber cumpre a do Artur. Depende muito do que a gente idealidade. Se eu desejar a presença de área do Artur Caíke, as finalizações, as batidas de falta, seria por ele. Mas se eu quiser ter um jogo de entrelinha com flutuação maior e capacidade de retenção de bola e vitória pessoal, seria o Élber. Contra o Atlético optamos pelo Ronaldo e a estratégia foi bem feita. Ganhamos o jogo no segundo tempo com o Guerra e mantivemos o placar. A gente sabe que o Vasco vai nos pressionar. Temos que ter um meio de campo forte e não podemos abrir mão de jogar. Com Guerra tenho um jogo mais apoiado e a capacidade de colocar nossos atletas na cara do gol. Ontem fiz testes para escolher a melhor formação. Ainda vou decidir", explicou.

Mais uma vez, o Esquadrão de Aço terá que jogar às 11h. Um horário que agrada o público, mas que se torna um desafio para jogadores e comissão técnica. Para Roger, é necessário ter um equilíbrio na distribuição de partidas  na manhã.

"Questiono algumas coisas no futebol. Não sei se sou muito questionador. Primeiro, em relação ao tempo de bola rolando. Se não tem tempo mínimo de bola rolando, gera desequilíbrio. O tempo diminui substancialmente com o VAR, alterando até 20% de um jogo para outro. Já é desequilíbrio na competição. Com relação aos jogos às 11h, não sou contra, desde que todos joguem mesmo o número de jogos neste horário. Se você joga sempre 11h e o outro não joga nenhum, já tem desequilíbrio também. Gera mudança na logística, na estrutura da rotina diária do atleta. Se você joga 11h, quem tem o hábito de dormir e acordar mais tarde não vai conseguir, por causa do jogo, mudar seu ciclo biológico para acordar cedo, às 7h. E se você coloca um café da manhã 7h com massa, carne moída, peixe, ninguém vai comer. Muitas vezes, eu não gostava de tomar café de manhã. Eu tomava um copo de suco e pegava o treino, pelo meu hábito construído. N sexta, estamos abrindo mão do treino de manhã, a minha semana acaba amanhã. Pela logística, para que a gente consiga pelo menos chegar lá perto do jogo, imagine sempre poder chegar com, no mínimo, 24h antes. Para que consiga fazer isso, tem que abrir mão do treino na véspera. É prejuízo. Se tem alguma coisa boa, fisiologicamente, é que, na parte da manhã, a gente tem os hormônios anabolizantes todos na corrente sanguínea, pode ser benefício – que é perdido no segundo tempo, com sol na cabeça, no Rio de Janeiro, 40 graus, ou no Nordeste. Outro desequilíbrio. Mas é o que temos, e a gente tem que se preparar para trabalhar e fazer da melhor forma. Nós tivemos três jogos às 11h, e foram bons resultado. Empate com o São Paulo, vitória sobre o Atlético-MG, empate com a  Chape. Se todo mundo vai jogar quatro, cinco jogos neste horário, tudo certo. Mas geralmente a gente sabe que não é isso", reclamou.

Ao tocar no bom momento que o Esquadrão de Aço vive no Campeonato Brasileiro, o comandante tricolor pediu que o grupo mantenha os pés firmes no chão, mas indicou que os atletas possuem condição de levar o clube aos principais postos da competição.

"Primeiro, a gente em nenhum momento entra para não ganhar. A gente usa estratégia baseada nos valores do adversário, sempre pensando na vitória. Em alguns momentos, pelas circunstâncias do jogo, um empate passa a se tornar um bom resultado. Agora acho que a gente tem que ter os pés no chão. Temos alguns objetivos, a gente não pode passar a carroça na frente dos bois, como se diz. A partir desse momento, em função de estar numa fase da tabela onde, se esse dado é verdadeiro, de que times da frente ganham mais que empatam, a gente atropela as coisas. Temos nove jogos sem sofrer gols, alguns ganhando com placar mínimo. Dizem que jogos se ganham pelo ataque, mas campeonatos se ganham pela defesa. Jogos em que nós fizemos mais de dois gols ou dois gols pelo menos, ganhamos no Corinthians em casa, do Fluminense. Mas perdemos do Botafogo fora, em um jogo em que fizemos dois gols. Não me iludo, mas sei do potencial que temos. Acredito que a estratégia é essa. Se nos mantivermos firmes defensivamente, não abrirmos mão de vencer, mas preservar sempre possibilidade de se manter vivo zerando placar contra a gente", explicou.

Por Ulisses Gama / Bahia Notícias

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