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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Riachão: Prefeito recua, mas sindicatos mantém assembleia: reposição ou greve e sem jornada

Os professores de Riachão do Jacuípe realizaram uma assembleia geral na manhã desta terça-feira (14), no Clube Lira 8 de Setembro, para discutir sobre o corte de salários imputados pela atual administração municipal. Ao receber os contracheques de janeiro, os servidores foram surpreendidos com cortes que consideram, “além de ilegais, extremamente injustos”, já que se trata de direitos conquistados e assegurados por Lei.
De acordo com quem teve acesso, o Projeto de Lei que daria sustentação às medidas suspende todas as licenças-prêmio e gratificações de difícil acesso, de educação infantil, além do porcentual de mudança de nível. Segundo ainda os professores, o referido projeto “praticamente acaba com a carreira do magistério em Riachão do Jacuípe”.

Outro item que, pelo documento do Poder Executivo estará fora do alcance de quem está ou entrará na atividade do magistério, é o “Avanço de Carreira” conhecido no meio por “AC”.

Polêmicas à parte, na manhã desta terça-feira, contudo, o prefeito Zé Filho recuou e comunicou aos sindicatos (SINSPUM e APLB) que tudo seria resolvido durante o dia, com a reposição das perdas alegadas nas contas dos servidores.

Paralisação e jornada ameaçada
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Durante a Assembleia, a presidente do SINSPUM, Maria Rios, informou sobre as paralisações programadas caso o prefeito não colocasse os valores retirados nas contas dos servidores. Ela também comentou sobre a mudança na Jornada Pedagógica, que foi adiada a pedido do prefeito, uma vez que os professores também condicionaram presença mediante a reposição dos valores retirados dos contracheques.

Logo, Maria Rios leu um comunicado da prefeitura, informando que o dinheiro já estava nas contas dos servidores. “Vamos todos ao banco amanhã para ver se o dinheiro entrou, depois peguem os contracheques e vão ao sindicato confirmar o recebimento”, orientou. Ela aproveitou para convocar toda a categoria para, quinta-feira, “estar na Câmara para apoiar o pessoal da saúde”. Segundo ela, vai pedir a palavra para o advogado Marcelo Guimarães defender as proposições dos servidores.

assembleia-jucelmaA professora Jucelma Santos, diretora da APLB em Riachão do Jacuípe, disse que já foi enviada a ata em relação ao piso salarial e está esperando resposta. 

Ela também destacou o empenho e parceria com o SINSPUM na luta em prol dos servidores públicos municipais. “Vai ser um ano de muita luta e vamos precisar estar unidos. Esta assembleia foi muito importante, por isso queremos agradecer a participação de todos”, concluiu Jucelma.

Unidade e cutucada em vereador
assembleia-marceloDurante a assembleia realizada na manhã desta terça-feira, o advogado do SINSPUM, Dr. Marcelo Guimarães, explanou sobre o plano de cargos e salários dos servidores públicos e destacou o papel politico do Sindicato, lembrando o ex-presidente Lula e alguns deputados. Na oportunidade, Dr. Marcelo criticou o vereador José Nivaldo que esteve presente na ultima Assembleia, mas disse na Tribuna da Câmara Municipal que o evento havia sido “uma reunião política”.

Representando a CUT (Central única dos Trabalhadores), Almir dos Correios defendeu o trabalho do sindicato e chamou a atenção para a importância da unidade de forças para o enfrentamento. “Precisamos esquecer as diferenças pessoais e focar o coletivo”, alertou.

assemlvleia-francelmoO professor Francelmo criticou a postura de alguns colegas que “fazem discursos acalorados nas assembleias e nas redes, aprovam ações para a agenda de lutas da categoria, mas não comparecem às atividades realizadas”. Ele também conclamou os colegas para unirem forças, afirmando que “foi até bom Zé Filho assumir, só assim ele viu a categoria voltar a se reunir”.

A representante da APLB Regional, Ercia, tratou de estimular a categoria. “Não se deve desanimar porque a luta é árdua”, conclamou. Mudando o foco da questão municipal, ela aproveitou ainda para condenar as medidas do governo Temer, como a PEC 55 e a reforma da Previdência, que, segunda ela, “acenam com dias ainda piores para os trabalhadores e o povo brasileiro”.

Em determinado momento, as discussões ficaram confusas, a ponto de uma professora parar a assembleia para criticar seus colegas por conta da conversa paralela, o que prejudicava o bom andamento da pauta. Mas, no final, tudo terminou com os professores unidos num só propósito: ou reposição das perdas, ou a luta terá desdobramentos imprevisíveis.

Fonte: Interior Da Bahia / fotos: Rodrigo Nascimento

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