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sábado, 19 de maio de 2018

Oposição a Rui Costa, unificada, projeta eleger 14 deputados federais

Um mês após o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) desistir de disputar a eleição para o governo estadual, a oposição a Rui Costa (PT) ainda tenta juntar os cacos e unificar os caminhos naquilo que for possível. José Ronaldo (DEM) e João Gualberto (PSDB) ainda estão com as candidaturas postas, contudo, a retirada do tucano é esperada para os próximos dias, conforme noticiou o site BNews.
Em meio ao cenário pessimista instalado após a defecção da principal liderança, há quem defenda o clássico ditado popular “o que não tem remédio, remediado está” para o caso da disputa majoritária. Os candidatos ao Senado apostam na ausência de forças hegemônicas no cenário nacional como forma de buscar um êxito eleitoral em uma chapa com poucas chances de vitória.

Já os que postulam um cargo legislativo na Câmara dos Deputados ou Assembleia Legislativa estão focados em suas próprias corridas. Não tendo um “grande líder” para puxar votos, cada um está cuidando da base e segurando aquilo que pode com o que tem. No caso dos deputados federais com mandato, as generosas emendas liberadas pelo presidente Michel Temer (MDB) quando das votações que impediram o prosseguimento das investigações contra ele ajudaram.

 
Os candidatos a deputado estadual estão correndo trecho e tentando segurar as lideranças políticas de prefeito a cabo eleitoral que resistiram aos assédios dos partidos aliados a Rui Costa, sobretudo, PSD e PP. Outro grupo é o que compõe as chamadas bandas “b” em cidades nas quais não há possibilidade de acordo entre pró-Rui e contra Rui.
 
Afunilamento - Com a possibilidade concreta de Gualberto retirar a candidatura abre-se a discussão sobre a “tática” eleitoral. Um grupo dentro dos aliados de Neto defende que a melhor estratégia é reunir todos os candidatos em uma única chapa para disputar a Câmara dos Deputados.
 
Atualmente, composta por 13 parlamentares, mais Lúcio Vieira Lima (Cláudio Cajado deixou o grupo para ingressar no PP), as contas mais otimistas apontam para a manutenção do número de deputados eleitos – 14.
 
O site, em conversa com um dos responsáveis por traçar o panorama, teve acesso à estimativa de votos. Os candidatos estão separados em três “categorias” de acordo com a projeção de votos. O “primeiro escalão” é integrado por oito candidatos com perspectiva de votação acima de 100 mil. O segundo agrupamento é composto por seis que podem ter entre 70 mil e 100 mil votos.
 
Já no terceiro estão concentrados os postulantes com perspectiva em torno de 50 mil. Neste caso, dificilmente serão eleitos. Se não houve surpresas, afirma a fonte deste site, serão 14 eleitos e em um acordo futuro dois suplentes podem assumir. Neste contexto não está contabilizado Lúcio Vieira Lima (MDB).
 
Quanto à bancada na Assembleia Legislativa formada por 20 parlamentares, a expectativa é de que a oposição ao governo petista faça entre 16 e 18 cadeiras. Mas, as tratativas quanto ao Legislativo estadual ainda estão em fase inicial.
 
Quanto à divisão dos fundos partidário e eleitoral ninguém ainda arrisca a dizer quanto ficará para cada candidato. Pior, os postulantes a deputado estadual sabem que ficarão com pouco recursos para fazer a campanha em comparação aos colegas que querem um lugar ao sol na Casa Baixa do Planalto Central.

 Redação Portal Cleriston Silva PCS

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